O pai do blues se rende ao som ácido e psicodélico em 1968
O mundo da música sempre nos passa ao longo do tempo o acesso a preciosidades musicais que nunca imaginamos. O blues não é uma das minhas primeiras opções de música, mas sempre fuço alguma coisa ou outra sobre o estilo. A mais recente é a descoberta minha, 42 anos depois do lançamento, de Electric Mud. Em 1968 o produtor Marshall Chess, filho de um dos proprietários dos famosos estúdios Chess de Chicago, em pleno auge do movimento hippie, resolveu experimentar. A idéia era colocar um dos maiores astros da gravadora de seu pai, Muddy Waters, tocando com uma banda jovem e psicodélica. Nascia ali o álbum conceitual Electric Mud.
O objetivo de Marshall era aproximar este público ao som do blues e nada como modernizar o som com uma baita banda e um dos maiores compositores e intérpretes do estilo. Muddy topou e para isso, o produtor chamou um time de músicos do Rotary Connection, cara que deram outro timbre ao som de Waters. O álbum não foi muito aceito entre os puristas, indo para a 127ª posição no ranking da Billboard, mas fez um relativo sucesso entre os ingleses, que nos anos 1960 redescobriam o blues com bandas como Yardbirds, Cream, Rolling Stones e outras. Vamos combinar que se não fossem os ingleses, o blues estava fadado ao sucesso dos grandes nos anos 1950, como o próprio Waters, Willie Dixon e Howlin Wolf.
O repertório foi básico. A banda deu nova roupagem a clássicos de Waters como “I Just Want to Make Love to You”, “Hoochie Coochie Man”, “Mannish Boy” e uma inesperada versão de “Let´s Spend the Night Together”, dos Stones, amigos de Marshall já que em 1964 gravaram o seu segundo álbum nos estúdios do seu pai em Chicago. Anos mais tarde, Marshall Chess trabalhou como produtor dos Stones.
Após o fracasso americano, o proprio Waters passou anos e anos condenando o disco, não dando muito valor, mas Electric Mud é um daqueles discos que fazem a ponte entre o blues rock já produzido pelos britânicos, faltava mesmo uma produção americana e nada como seu maior nome para disparar os clássicos em versões psicodélicas.
Electric Mud é uma pérola que merece ser baixada ou comprada.
Sim, mais um programa rock and roll para Santa Catarina. Meu chapa, Wanderson Werch, aqui de Balneário Camboriú, estreía no próximo sábado, 14 de agosto, na Rádio Camboriú AM, o Rock Mania. Segundo Wanderson, o Rock Mania vai ao ar todos os sábados, das 17h às 18h, um programa ao vivo com muita sonzeira, convidados e participação do ouvinte.
Se quiser conferir pelo rádio é só sintonizar em AM 1290, já pela Internet basta acessarwww.radiocamboriu.com.br e clicar em “Rádio Ao Vivo”, no canto superior direito.
Para pedir músicas, dar sugestões e participar do programa, os telefones do estúdio são o (47) 3405-1612 e o 3405-1614. Pelo msn: rockmania1290@hotmail.com.
Drogas, orgias, sexo, bebidas, muita loucura, um castelo na França, cinco dos Rolling Stones enfurnados nele produzindo o próximo álbum de uma trajetória de muito sucesso, drogas, loucura. Exile On Main Street, o 10ª álbum dos Rolling Stones, gravado em 1971 e lançado no início de 1972, não vendeu lá aquelas coisas, mas marcou a banda como sendo um de seus melhores álbuns. Misturando rock and roll, blues, garage e muitas drogas, o álbum foi relançado agora em 2010 com faixas bonus, músicas que não entraram no LP duplo da banda. Além disso, no disquinho vendido nos EUA e Europa, um DVD com um mini documentário sobre o álbum figura o pacotão que é o Exile On Main Street Remasters. Além das drogas usuais, os Stones estavam no auge de sua criatividade artística/musical, descendo a lenha em boas canções do rock, o que ficou eternizado e EOMS é um dos maiores discos de todos os tempos, segundo várias listas.
Mick Taylor (2º da esquerda para direita), guitarrista que entrou quando Brian Jones morreu em 1969, entrou limpinho antes das gravações do Exile. Era uma macoinha ali, um litro de uísque ali, mas ao sair das gravações do disco, Mick saiu viciadinho em Heroína. Já Keith Richards andava virando PHD na droga e Mich Jagger tava experimentando mesmo é outras coisas que entravam em outras vias corporais, mas isso é papo para outro post.
E no final, o amor é igual a mais um disco. O Let it Be completou 40 anos no último fim de semana. Foi o fechamento de um ciclo que começou em 2008, com os 40 anos do Álbum Branco, ano passado com os 40 anos do Abbey Road e projeto Get Back (o que viria a ser o Let it Be) e agora com o próprio. É a finaleira de uma carreira vencedora e que acabou na medida e na época certa. Creio eu que se nos anos 70 os Beatles tivessem voltado, não teriam produzido nenhum grande álbum. Existiram naquele auge de 1963 a 1970 e deu, pronto, acabou.
Let it Be é uma espécie de patinho feio. Lançado em meio ao fim da banda, num filme com brigas, mostrando nada com nada e fazendo os Beatles ensaiar o tempo todo. Pontos altos são alguns takes ao vivo e o show no telhado da Apple em 29 de janeiro de 1969. O disco pode-se dizer que é bom, não há como negar. Dele sairam coisas belas como The Long and Widing Road, Let it Be, Two of Us, I Me Mine, Dig a Pony, a empolgante releitura de One After 909, I´ve a got a Feeling, For Your Blue, Across de Universe e as brincadeirinhas com Dig it e Maggie Mae. Não dá para dizer jamais que este disco é ruim ou não condiz com o que os Beatles fizeram em sua carreira. É uma tentativa boa de fazer uma volta ao que eles eram. Uma
banda.
Meu primeiro contato com Let it Be se deu em 1992, quando consegui um LP original lançado no Brasil em 1970. Foi quando eu o ouvi por completo. Antes só tinha ouvido Let it Be, The Long and Widing Road e Across de Universe em coletâneas em fitinhas k7 que meu pai e minha tia traziam para mim do Paraguay. Possuir o bolachão na estante da sala de som lá de casa era como ter um troféu. Na capa a foto dos Beatles com barba e bigode, com cara de mais velhos, diferentes dos discos que eu tinha, todos da fase Yeah, Yeah, Yeah.
Let it Be é um belo álbum, um disco que ficará para sempre nas mentes dos fãs de boa música no mundo.
Há 40 anos os Beatles tinham dado fim ao seu tempo, coerente e que marcou a história da música pop. Não precisavam nem mais lançar nada ou voltar, fizeram o seu tempo o tempo ideal. Há pouco mais de três anos o selo Discobertas está trazendo a tona essa paixão que há pelos Beatles colocando artistas do Brasil fazendo boas versões das músicas do quatro cabeludos. Começou com o Álbum Branco, passando pelo Abbey Road e terminando agora no ano de 1970 no lançamento de dois discos que homenageiam o Let It Be, derradeiro álbum lançado dos Beatles. As sessões deste disco originalmente aconteceram em janeiro de 1969 no famigerado estúdio da Apple em Londres. Depois de muita briga e discussão o disco foi engavetado e os Beatles tiveram respiro ainda para fazer o Abbey Road em 1969. As últimas gravações do que iria para o Let It Be aconteceram em março de 1970.
No disco do selo carioca, você ouvirá gente como Arnaldo Antunes, Branco Mello, Dr. Sin, Ivan Lins, Lobão, Roupa Nova e Zeca Baleiro metendo veneno nas músicas dos Beatles.
Infelizmente não ouvi ainda…
FNAC só em Floripa, a hora que chegar vou dar uma opinião melhor disso.
Que Roberto Carlos o que, o grande se chama Elvis Presley, eterno em nossos corações e que se estivesse vivo, completaria 75 anos nesta sexta-feira. Elvis Presley faz parte da nossa vida desde sempre. Eu que nasci pós morte do homem, cresci vendo Elvis na TV, filmes e também ouvindo discos. Não tem como negar que Elvis quebrou paradigmas, foi ousado para sua época, teve fases terríveis, fases boas, morreu se afundando no rango fácil e nos remédios para tudo quanto é coisa, mas enfim, é o Rei do Rock.
Confira aqui um especial bacana feito pelo Marquinhos Espíndol, no seu blog da Contracapa.
Nunca Santa Catarina produziu tanta coisa boa numa só década
Chegou a hora da listinha do Mundo47. Desta vez estou listando os 20 melhores álbuns lançados na década que passou em Santa Catarina. Não pensem que foi muito fácil escalar os 20 melhores álbuns, foi muito difícil, mas vale ressaltar que todos os discos escolhidos aqui, se confundem com a minha história no jornalismo musical catarinense, pois foi praticamente na virada da década passada, que comecei a escrever sobre bandas e álbuns de Santa Catarina, eu ainda estava na Univali, como estudante de jornalismo. Em 10 anos acompanhei a cena nascendo e crescendo, não digo nascendo, pois antes dos anos 00 já existiam muitas bandas atuando, muito independente, mas digamos que em 2000, com o advento e popularização da internet, do MP3, isso ajudou muito, a cena musical rock and roll de Santa Catarina foi impulsionada.
Vale ressaltar que estou aqui listando apenas os álbuns e não EP´s ou singles, na próxima semana voltamos com a lista dos 20 melhores EP´s e singles lançados nesta década, pois é notada a falta de algumas bandas que não chegaram a fazer álbuns completos ou que seus EP´s e Singles foram bem melhores que os discos.
Fazendo uma rápida avaliação da lista, a Pipodélica levou o caneco por toda sua obra na década passada. Os guris de família produziram um punhado de EP´s também excelentes, mas em seus dois álbuns, Simetria e Não Esperem Por Nós, a banda consolidou a posição como banda da década, pois a partir do trabalhos dos caras, muitas bandas de Florianópolis e de Santa Catarina saíram da garagem. Os irmãos Lenzi Brothers também aparecem duas vezes, com os excelentes discos Trio, o mais recente e também o primeiro, Grilo Verde. Na rabeira, mas com muita honra, Tijuquera, com um dos melhores álbuns já feitos por nossas terras, uma pena que aquele tipo de trabalho não tenha se mantido, até porquê eu imagino que não é fácil fazer um trabalho com tanta qualidade como o produzido no Inoxsambágua.
Aqui listo os 20 discos que mais marcaram a década, mas a produção de nosso estado foi muito maior e como falei no começo, não foi fácil listar todos. Dê uma conferida abaixo.
LISTA ÁLBUNS DA DÉCADA
1 - Pipodélica - Simetria Radial (2003)
2 - Repolho - Vol. 2 (2000)
3 - Lenzi Brothers - Trio (2008)
4 - Stuart - Honestidade Não Enche Barriga (2006)
5 - Ursulla - Rabiscos Coloridos (2009)
6 - Pipodélica - Não Esperem Por Nós (2008)
7 - Get Back - Get Back (2000)
8 - Aerocirco - Liquidificador (2004)
9 - Variantes - Variantes (2008)
10 - Madeixas - Madeixas (2002)
11 - Ambervisions - Bons Momentos Não Morrem Jamais (2006)
12 - Rodrigo Daca - Canções de Amor ao Pé do Ouvido (2001)
13 - Cochabambas - Máquinas Quentes a Todo Vapor (K7 2000)
14 - Butt Spencer - Dogmas, Dilemas e Perguntas sem Resposta (2001)
15 - Old Machine - Old Machine (2008)
16 - Euthanasia - Estileira Core Music Tarja Preta (2001)
Bituca e Lô Borges no meio da raça do independente nacional
Peço licença para o colega Alexandre Matias, do Trabalho Sujo, para me apropriar de um post seu. Neste ano, o famoso disco Clube da Esquina, gravado por Lô Borges e Milton Nascimento com seus parceiros de Minas, completa 35 anos e para isso, o festival Coquetel Molotov, em Recife, prestou uma lindíssima homenagem ao álbum, trazendo Lô Borges e Milton Nascimento para um belo show. A apresentação foi registrada e está na web para download.
Tá uma loucura comprar ingressos, passagens e reserva de hotéis para assistir ao show do AC/DC em São Paulo. No primeiro dia de vendas no site, tudo congestionado e apenas alguns sortudos com a confirmação da compra do ingresso caríssimo do show no Morumba.
Ai vem uma segunda opção, já que o show é único no Brasil. Porque não ir no de Buenos Aires???
A primeira coisa que fiz foi dar uma bisolhada no site da GOL. Floripa - Buenos Aires, para a data de 02 de dezembro, tem uma baita promoção com passagem a R$ 99 pila. Depois fuçando na web, o preço dos ingressos na terra de Maradona. A pista está com o preço de $ 220 pesos, o que dá uns R$ 102 realitos.
Se você pegar um hostel em Buenos Aires, próximo do estádio do River Plate, não vais gastar muito para uma noite, podendo volta no dia 03 de dezembro sussegadinho até Floripa.
Vale a dica para quem quer economizar uns realitos…
Discos abrangem músicas do Projeto Get Back, Abbey Road e outras de 1969
Hoje, 26 de setembro, o famoso álbum dos Beatles, Abbey Road, chegava às lojas britânicas e consequêntemente no resto do planeta. O derradeiro álbum gravado pelos fab four foi um sucesso estrondoso no mundo e quebrou muitos paradigmas. Dentro da banda já estava tudo uma merda, mas John, Paul, George e Ringo resolveram encerrar a carreira em alto nível e dando um presentão para a posteridade.
No Brasil as comemorações dos 40 anos de Abbey Road tem um gosto completo. O jornalista e produtor Marcelo Fróes é um grande fã da banda e em 2008 fez um belo tributo ao Álbum Branco, lançado pelos Beatles em 1968 e que também comemorava 40 anos. A homenagem rendeu três discos com diversas bandas, cantores e cantores brasileiros tocando as músicas feitas pelos fab naquele ano.
Marcelo segurando sua preciosidade
O repeteco se deu agora em 2009, nas comemorações dos 40 anos de Abbey Road. Entre janeiro e julho foram mais de 60 canções gravadas para este álbum, englobando o famigerado Projeto Get Back (que mais tarde foi condensado no Let It Be), gravado entre janeiro e fevereiro de 1969 pelos Beatles e no final das tumultuadas sessões, foi literalmente jogado para escanteio. Em 1970 as fitas foram entregues para Glyn Jones que não deu muito jeito na coisa. O disco foi lançado oficialmente em abril, já quando os Beatles anunciavam a separação. O Let it Be teve os dedos de Phil Spector nas traquinagens finais.
Depois as gravações de Fróes chegam ao Abbey Road de fato, com artistas gravando aquelas músicas. O outro disco é com músicas feitas pelos Beatles em 1969, mas que não chegaram a entrar nestes álbuns, acabaram virando músicas dos primeiros discos solo de cada um.
Os discos contam com participação de duas bandas catarinenses, Aerocirco e Reino Fungi. No time nacional outra seleção de feras. Nos anos 1970, Milton Nascimento e Elis Regina gravaram Golden Slumbers, que entrou no disco de Fróes. Ai tem uma pá de gente, como Zé Ramalho, Frejat, Rodrigo Santos, Capital Inicial, Jota Quest, João Donato, Mallu Magalhães, Matanza, Ultrage a Rigor, enfim, uma grande seleção de artistas da música brasileira.
No hot site também tem link do Projeto Beatles 69, de Marcelo Froes
A equipe do site The Beatles Brasil fez um apanhadão legal sobre os 40 anos do Abbey Road. José Carlos Almeida, o boss do negócio, preparou um mega passo-a-passo das gravações de um dos maiores álbuns da música pop, gravado pelos Beatles em 1969. Também rolam partes curiosas, como o destino do fusquinha que aparece na capa, um senhor que observa ao longe os quatro cabeludos atravessando a rua, link para você ver Abbey Road 24h. O que eu me sinto honrado foi do convite do JC para que eu pudesse dar um depoimento sobre minha experiência quando conheci o álbum Abbey Road. Estou lá, no meio de feras da beatlemania nacional!
É hoje!!! O mundo novamente se curva aos fab four. Será lançado hoje o The Beatles Rock Band, um jogo de video game que faz você voltar aos melhores momentos de John, George, Paul e Ringo nos anos 1960. Já cansei de falar desse jogo, de tudo, mas não custa dizer que além deste jogo nos dar uma puta diversão, ele servirá para que as gerações futuras, a importância da maior banda de rock de todos os tempos. Os Beatles.
Além do lançamento do jogo, teremos toda a discografia dos fab relançada com grande qualidade de áudio. Os disquinhos chegarão ao mundo em pack ou avulso. O mais bacana é que cada disco terá um mini documentário sobre cada álbum.
O negócio agora é chorar em alemão, para comprar essas porras todas, porquê vai ser uma baita grana.
Essa beatlemania toda que está de volta não deverá acabar tão cedo. Tem muita coisa para tirar e melhorar nessa vida beatle. O concerto no Shea Stadiu, todo filmado pela NBC tem tudo para se tornar um DVD com imagem e som melhorado, o filme Let it Be tá desde 2005 com suspeita de ser relançado com tratamento em som e imagem também, o show do Budokan em 1966, também filmado pela TV japonesa poderá se tornar um belo filme com extras e o caralho a quatro, o show no telhado da Apple Records, que completou 40 anos em janeiro é outro produto vendável para o mercado, enfim, foda-se se alguém acha isso caça níquel! Eu ralei anos para conseguir ouvir e ver essas coisas que citei acima. Tenho o meu DVD do Help que é MARAVILHOSO e outros produtos que adquiri com o tempo. Viva os Beatles!
George, Paul, Ringo e John: atravessando a rua para a eternidade…
Um dos melhores álbuns dos Beatles, o derradeiro gravado pelos fab four, Abbey Road, de 1969, comemora 40 anos em 2009. Neste ano, centenas de fãs ficaram todo dia de ontem em frente do famoso estúdio, homenageando os Beatles na famosa foto da travessida da faixa de pedestres, tirada pela banda em agosto de 1969. Durante 40 anos, o endereço mais famoso do rock and roll, viu milhares de pessoas fazendo a mesma pose em que John, Paul, Ringo e George fizeram há 40 anos. O despretensioso atravessar de rua eternizou o mundo da música pop. O disco é um dos mais belos e perfeitos elaborado pelos fabs e está sempre nas inúmeras listas dos 10 melhores discos do mundo. Se não é o primeiro, está sempre entre os cinco.
Em 1969 os Beatles já não se aguentavam mais. Em janeiro do mesmo ano, o Projeto Get Back foi elaborado durante mais de um mês no estúdio da então gravadora Apple, lançada pelos fab um ano antes. Com a presença ainda mais forte de Yoko Ono, a tentativa de McCartney em voltar para os velhos tempos foi em vão. Várias músicas e um filme foi gravado, mas depois de tantas desavenças, o projeto todo foi arquivado. Ai cada um foi para o seu lado. Depois de darem uma água para a cabeça, entre Junho e Agosto, os Beatles voltaram para o velho e excelente estúdio da EMI Records, o Abbey Road. Já sem tantas brigas e pensando na unidade do disco, os fabs fizeram belíssimas canções como Something, de George, Come Together de John, You Never Give YOur Money de Paul e até mesmo Octupuss Garden na voz de Ringo. Um disco de excelência que guarda muitas surpresas e um dos meu preferidos.
Um dos poucos clipes do álbum: Something, de George Harrison
Prepare-se para desembolsar uma grana e compras os discos dos Beatles de novo
Do blog Trabalho Sujo, do chapa Alexandre Matias, as primeiras imagens do The Beatles Stereo Box Set, que deverá ser lançado simultâneamente ao The Beatles Rock Band. São 13 álbuns dos fab four relançados com ampla remasterização e digitalização, enfim, o escambau, que dizem as boas linguas, ficou com um puta som. No Amazon.com o negócio custa US$ 204,00 com descontinho promocional. Aqui nessa porra de país não sai por menos de milão.
Seja um Paul, George, Ringo e John tocando no Japão em 1966
09.09.09 é o dia do lançamento mundial do Rock Band The Beatles. Um dos jogos da linha Rock Band, Guitar Hero mais esperado dos últimos tempos. Tá certo que tudo que cerca os fabfour é supervalorizado, mas vou dar minha pequena contribuição nessa importância.
Eu não sou um gamer. Parei no Mega Drive dos anos 1990. Quando veio essa geração de games e consoles de última geração, fiquei à margem disso, só brincando com o negócio na casa de uns amigos. O fato é que essa linha de jogos foi extremamente benéfica para o rock mundial. Eu digo isso, pois há muitos anos o rock anda meio pra baixo. Não temos mais aquela geração de bandas surgindo e deixando a mulecada alvoroçada.
Com a vinda de jogos como o Guitar Hero e o Rock Band, homenageando bandas com seus grandes clássicos, o rock toma uma importância fundamental num meio nerd ao extremo: os games. Os jogos que já trouxeram músicas de bandas como Aerosmith, Jimi Hendrix e agora The Beatles, estão levando a mulecada no mundo todo a conhecerem o verdadeiro rock and roll mundial. Já conversei com amigos que priminhos e irmãos mais novos estão loucos da vida só em jogar e depois os mais espertos, começam a se interessar pelas bandas.
Com o Rock Band The Beatles não será diferente. A maior banda de rock de todos os tempos está muito bem representada no game. A sensação de realidade é imensa. A fidelidade dos lugares e fatos é impressionante. O Cavern Club, o Ed Sullivan Show, o famoso concerto para 60 mil pessoas no Shea Stadium, os shows derradeiros no Japão no Nippon Budokan Hall, as paredes do estúdio Abbey Road e muita, mas muita viagem psicodélica como nas imagens mostradas de The Walrus e Here Comes The Sun.
O Rock Band The Beatles é um marco dos jogos, mas também da música pop. Ela chega muito longe quando se é bem feita e quando se é um legado. Os Beatles iniciaram a carreira há 50 anos em Liverpool, tocando em lugares horrendos, pulgueiros fedorentos, pubs com gente bêbada, drogada e arruaceira. Elevaram a música pop de qualidade a um status comercial. Foram os reis do iê, iê, iê e acabaram numa briga fodida, mas deixando um belo testamento, o álbum Abbey Road, de 1969, que neste ano completa 40 anos.
Viva os Beatles, viva o Rock Band e viva Santa Catarina!!!! (hahahahahahhahahaha)
Álbum lançado em 1977 pelo baterista dos Beach Boys
Todo mundo conhece a genialidade dos Beach Boys na pessoa do baixista Brian Wilson. Mas poucos conhecem o trabalho de Dennis Wilson, irmão do meio do clã Wilson, que comandava as baquetas dos Beach Boys e que pouco participava da banda como letrista ou até mesmo cantor.
Dennis foi uma figura inquieta na banda. No fim dos anos 1960, virou chapa de Charles Mason, aquele da seita maluca que pirou com Helter Skelter dos Beatles e matou a atriz Sharon Tate e mais uma porrada de gente. Wilson, como todo Wilson que se preze, afundou nas drogas no período, tendo como janela de criatividade artística no meio dos anos 1970, quando resolveu gravar o seu álbum solo.
Desde que comecei a fuçar sobre música, eu soube da existência do álbum Pacific Ocean Blue, de Dennis Wilson, mas como sempre fui vidrado em Beach Boys e com pouca grana para encomendar um álbum do exterior ou adquirir em alguma baiúca da Galeria do Rock, preferi sempre deixar a coisa postergar. Eis que surge em 2008 a oportunidade de ter o álbum. Baixando ele na internet. Achar o disco para baixar na net não foi fácil, foi necessário a própria família de Wilson criar um fato novo. Relançar Pacific Ocean Blue em 2008, com faixas bônus e parte do disco “Bambu”, que Dennis estava gravando um pouco antes de falecer afogado no mar, aos 39 anos, logo ele, o único beach boy que realmente era surfista.
Cobranças menores e genialidade em álbum pouco conhecido
O álbum remasterizado saiu pela Sony/Sundazed Records e por isso foi fácil achar na web, antes eu realmente não achava. O disco foi um lance quase solo de Dennis. Carl Wilson, outro integrante dos Beach Boys e irmão mais novo, deu uma força. Na realidade depois que Brian Wilson pirou o cabeção em 1967, foi Carl que assumiu toda a história dos Beach Boys, principalmente nas turnês.
Mas voltando em Pacific, o disco é uma obra prima em termos musicais e de letras. Um álbum pop muito diferenciado e que refletia bem o som que se fazia nos Estados Unidos naquela época. Como disse Kid Vinil em seu blog, comentando sobre POB, o álbum solo de Dennis Wilson é tão essencial quanto o clássico Rumors, do Feetwood Mac. É mesmo de se assinar embaixo.
O álbum começa com a excelente “River Song”, que segue uma bela linha harmônica vocal, pegando elementos do som dos Beach Boys e daqueles corais de gospel americano. O vocal rasgado, rouco de Dennis empolgam já nas primeiras palavras. O som ensolarado, torna-se bucólico e sentimental ao longo de todo álbum. Pacific Ocean Blue deveria se tornar um disco indispensável para muito do que se faz atualmente no pop e no rock conceitual. Arranjos notáveis e precisão milimétrica nas faixas. Têm-se a imprenssão de que Dennis fez tudo com muito carinho e também com tempo, aliás, como baterista dos Beach Boys, a cobrança sobre sua alma sempre foi muito menor. Talvez por isso que Brian Wilson tenha pirado, já que as luzes para quem está à frente de uma banda são muito maires.
O pacote remasterizado de Pacific Ocean Blue chegou em 2008 com músicas do inacabado álbum “Bambu”, segundo solo de Dennis. Em Bambu, Carls Wilson tocou guitarra e fez backing vocals, dando em muitas oportunidades a harmonia quase que exata do som dos Beach Boys. As faixas restantes remontam para algo das baladas dos anos 70, com estilo jazz e blues. Com o pack de 2008, os fãs do vinil tiveram tratamento diferenciado pela Sundazed, que lançou uma edição especial com tres Lps em vinil azul.
Putos um com o outro, os Fab Four ainda produziram o belo White Album
O site TheBeatles.com.br do meu querido amigo baiano JC, o cara que comanda o maior portal Beatle na lingua portuguesa, disponibilizou para download o disco pirata Revolution, do selo Purple Chick. O álbum duplo mostra sessões raras do famoso Álbum Branco, lançado pelos fab four em novembro de 1968. O que mais chama a atenção dos beatlemaniacos é a versão de 11 minutos de Revolution #1, uma verdadeira piração, muito melhor que a enfadonha Revolution #9, pois mostra um trabalho dos próprios Beatles e não aquelas viagens a la Yoko Ono.
Para bom entendedor, basta baixar e ouvir o que veio de bom nos discos.
# para quem tem mais de 50 anos, o Canal Brasil vai reprisar todos os episódios da clássica série de TV brasileira, O Vigilante Rodoviário. Segundo propaganda do canal, os 38 episódios gravados para a série foram remasterizados e a imagem foi melhorada. A série foi criada em 1961 por Ary Fernandes e teve como principal ator, Carlos Miranda e o cão Lobo. A série foi transmitida pela TV Tupi e o ator Carlos Miranda, ao final da série, virou um policial rodoviário de verdade. A série virou cult entre colecionadores de todo o país. Agora com a reprise dos episódios, o Canal Brasil quer mesmo é fazer com que a garotada goste do vigilante Miranda. Difícil vai ser explicar porquê não tem Pokemon nos filmes…
# ontem falei que Headcutters e Lenzi Brothers vão desbravar SP durante o mês de março. Hoje é a vez de falar do Parachamas, vencedores da melhor demo 2008 do site Zona Punk, anunciar que também embarca para a terra da garoa para duas apresentações.
Felixfônica com Alegre Correa: clima “alegre” e na paz no Rio Vermelho
# em Floripa a Felixfônica está em estúdio, gravando seu álbum no estúdio do músico gaúcho Alegre Correa, que tem seu “Abbey Road” lá no Rio Vermelho. A banda grava como se fosse ao vivo, pois de acordo com Alegre Correa, o lance do ao vivo tem tudo com o espírito da banda. Tudo vai ser feito lá no estúdio, incluindo mixagem em materização.
# o disco dos caras foi aprovado no Projeto Pixinguinha, que além da gravação, incluí lançamento do álbum em três cidades, com distribuição de ingressos para alunos de escolas públicas. Floripa, Jaraguá do Sul e Lages entram na parada do Felixfônica. Morando há quase duas semanas numa pousada ao lado do estúdio, a banda vive seu momento de Novos Baianos, com banhos de mar, gravações e jogando uma pelada quando a vida dentro do estúdio vira pentelhação. O lançamento do trabalho será em maio, no Teatro Alvaro de Carvalho, em Floripa.
Carol e Reinaldo (C) rodeados pelos seus melhores clientes…
# segunda-feira eu estive no aniversário da Carol Bussler, chefona junto com seu marido Reinaldo do JB Rock Pub em BC. Bom, a Carol é minha grande amiga e também incentivadora do Mundo47 e do róque em Santa Catarina. O JB é uma casa que sempre abriu espaço pro independente é a casa de muitas bandas da região 47 para shows. Nos últimos meses, Carol e Reinaldo andam promovento noites muito quentes no JB e para ela o Mundo47 dá os parabéns públicos e espera que o JB seja ainda mais um espaço do róque na cidade do bate-estaca.
Patton está de volta com o Faith no More
# como diria o JC do Diarinho. Será que será? a volta do Faith no More é uma possível realidade e Mike Patton, o bizarro vocalista de uma das bandas mais importantes do anos 1990, está armando uma volta do Faith para o verão Europeu. A informação foi espalhada hoje pelo empresário da banda. As datas estão para serem confirmadas. Patton, que participou do disco “The real thing”, lançado em 1988 com hits como “Epic” e “Falling to pieces”, após o fim da banda, em 1998, se envolveu em outros grupos e projetos solo, como Fantômas, Lovage e Tomahawk.
A turnê acontecerá apenas na Europa com datas “a serem confirmadas”. Além de Patton, não foram confirmados os outros integrantes da banda que participarão da reunião. A última formação do Faith No More incluía o tecladista Roddy Bottum, o baterista Mike Bordin, o baixista Billy Gould e o guitarrista Jon Hudson.
Hoje fez 40 anos em que os Beatles fizeram seu último show. O encontro foi inusitado. Durante o mês de janeiro, os fab four estavam enfiados nos estúdios da Apple no centro de Londres, gravando o interminável e briguento projeto Get Back, que seria uma espécie de volta ás origens, com os quatro beatles ensaindo e gravando as músicas da banda. Nos discos anteriores, o individualismo foi evidente, como no Álbum Branco, onde cada um gravou a sua parte nas músicas ou músicas totalmente sozinhos. A idéia era união, mas a constante presença da nova namorada de John Lennon, a japonesa Yoko Ono, fez com que as intermináveis sessões do projeto Get Back virassem uma verdadeira sessão psicológica, com os quatro se desentendendo. Tudo foi filmado e em 1970 virou o filme Let it Be, que também virou disco.
Mas enfim. A idéia de Paul McCartney era gravar todo esse processo de gravação do álbum Get Back e tudo culminaria num show dos Beatles. As sessões em janeiro de 1969 foram acontecendo, as brigas foram surgindo e em 30 de janeiro de 1969 os quatro abandonaram a idéia de organizar um grande show de volta, mas sim inusitadamente requisitaram os equipamentos até o terraço do prédio da Apple e lá mesmo fizeram no horário do almoço, uma apresentação de 40 minutos, onde os fab tocaram Get Back três vezes, Dig a Pony, One Other 909, I´ve Got a Feling e Dont Let Me Down.
A curta apresentação foi interrompida no frio, pela polícia londrina, que não gostou nada nada de ver a aglomeração das pessoas nas ruas do prédio. Muitos nem imaginavam que eram os Beatles que estavam se apresentando, pois os fab apenas tocaram músicas novas, todas ainda desconhecidas do grande público. O visual já não era mais aquele da época do Yeah, Yeah, Yeah, mas sim caras barbudos e cabeludos.
Depois daquela apresentação os Beatles ainda se reuniram para terminar o projeto Get Back e em agosto de 1969 o último suspiro, a gravação do maravilhoso álbum Abbey Road, a verdadeira volta dos Beatles à velha forma.