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Seis meses do YouTube do rock Catarina

quarta-feira, 24 de março de 2010

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Alexandre Gonçalves e a sua criação: RockSC

Foi ontem, mas a gente lembra hoje. Seis meses do site RockSC na internet. Uma espécie de You Tube do rock catarinense, o site fez aniversário reunindo a produção do rock catarinense em vídeos oficiais ou não. Chefiado pelo jornalista Alexandre Gonçalves, o site deverá fazer cada vez mais parcerias com iniciativas como Paredão Contracapa, Na Pilha, Válvula Rock e Reverb TV.

Segundo Alexandre, a inspiração para criação do RockSC se deu sobretudo da simplicidade de sites como o BeatlesTube, StonesTube e ElvisTube, ou seja, reunir num único endereço os vídeos produzidos pelas bandas catarinenses.

Junto com a publicação dos vídeos, os posts do Rock SC trazem sempre o link para um endereço da banda na internet, que pode ser o site oficial ou até mesmo uma página no MySpace, a rede social mais popular entre os músicos. Eventualmente, quando necessário, uma nota do editor é incluída para esclarecer ou situar o visitante sobre o vídeo ou o artista.
A atualização do Rock SC é feita a partir de pesquisa em sites, blogs e Twitter, mas também e, principalmente, com a participação efetiva das bandas que enviam links de vídeos no YouTube para rocksc@agenteinforma.com.br ou preenchem o cadastro disponível em http://tinyurl.com/cadastro-bandas-sc. As novidades do Rock SC podem ser acompanhadas via Twitter, seguindo o endereço http://twitter.com/rock_sc.
A idéia do cara é ducaralho e Mundo47 sempre terá portas abertas para o Xandão divulgar tudo que se passa no RockSC. Estamos ai camarada, a luta continua.

Os dez links mais acessados no Rock SC
(de 23/09/2009 a 22/03/2010)
1) Seção de vídeos da banda Aerocirco (http://www.rocksc.com.br/search/label/Aerocirco)
2) Seção de vídeos de bandas de Florianópolis (http://www.rocksc.com.br/search/label/Florianópolis)
3) Seção de vídeos de bandas de Rio do Sul (http://www.rocksc.com.br/search/label/Rio%20do%20Sul)
4) Vídeo “Sons, Baladas e Blues”, da banda Ave de Rapina (http://www.rocksc.com.br/search/label/Ave%20de%20Rapina)
5) Documentário “Sete Mares Numa Ilha” (http://www.rocksc.com.br/2009/10/sete-mares-numa-ilha-documentario-1999.html)
6) Especial com show da banda Aerocirco no Planeta Atlântida 2010 (http://www.rocksc.com.br/2010/01/especial-aerocirco-no-planeta-atlantida.html)
7) Vídeo “Boa Viagem”, da banda Marujo Cogumelo (http://www.rocksc.com.br/2009/10/boa-viagem-marujo-cogumelo.html)
8) Seção de vídeos da banda Maltines (http://www.rocksc.com.br/search/label/Maltines)
9) Seção Túnel do Tempo (http://www.rocksc.com.br/search/label/Túnel%20do%20Tempo)
10) Vídeo “Toma Impulso” (acústico), da banda Daca e os Faixa-Preta (http://www.rocksc.com.br/2010/03/toma-impulso-daca-e-os-faixa-preta.html)

Little Quail and The Mad Birds no Porão do Rock

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O chapa Alexandre Matias, em seu site Trabalho Sujo, dá a excelente dica: baixar o show do Little Quail and The Mad Birds que fez um revival no último Porão do Rock, em Brasília. O festival trouxe à vida várias bandas como Legião Urbana (ugh!), Plebe Rude e outras…

Baixe o show do Little Quail aqui

Organização do show do Radiohead foi uma bosta

quarta-feira, 25 de março de 2009

É sempre assim. O nosso Braza é complicado. Há um bom tempo estamos recebendo cada vez mais shows legais e este ano, finalmente, alguém trouxe o Radiohead. Beleza, tá, maravilha, mas os organizadores cada vez mais tratam o público fã como gado, aliás, nem gado é tratado assim.

O desabafo do jornalista Alexandre Matias em seu Trabalho Sujo, diz por si só.

O show do Radiohead foi foda, muito bom, todo mundo diz isso. Até mesmo a tosca transmissão do Multishow empolgou, pelo menos nas poucas músicas que mostraram. Eu assisti a transmissão da TV e antes do show, o repórteres do canal ainda pagavam pau para o cara da Planmusic.

Sobre São Paulo, é inadmissível que uma das maiores cidades do mundo não comporta estrutura para receber grandes públicos em eventos. Os locais maiores são estádios de futebol. Morumbi e Pacaembu. Eu assisti a grandes shows no Morumbi. A estrutura sempre é terrível, pois estes estádios brasileiros são uma grande porcaria. As filas são imensas e lá dentro sempre tratam o cara que paga caro pacas, como se fosse mendigo. 

E ainda querem organizado no Brasil a Copa do Mundo de 2014.

Eu sou totalmente contra essa Copa. 

No episódio Radiohead, a banda que demorou 20 anos para pisar aqui, se bobear, ficará mais 20 sem dar as caras. Até no site deles, demonstraram o constrangimento com o ocorrido.

Rick Bonadio por Marco Bezzi

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O mestre Alexandre Matias, do blog Trabalho Sujo, bateu um lero com o produtor pop Rick Bonadio, responsável por Mamonas Assassinas, NX-Zero, Charlie Brown Jr. e outras porcarias do pop. Rick que já produziu em conjunto com Rafael Ramos, o primeiro disco do Los Hermanos, revela no papo com Matias que a banda é insuportável. Alguém concorda com ele?

Leia a entrevista aqui

ERRATA: isso que dá não ler legenda de foto ou não gostar do Atchim e Espirro, pois a entrevista citada acima, lida no blog do Alexandre Matias, foi feita pelo Marco Bezzi, do Jornal da Tarde. Viagem total minha e peço desculpas ai ao Alexandre e ao Bezzi, fueda.

Leia a entrevista original aqui

Resenha: Tindersticks - Teatro Micaelense 12/02 - Portugal

domingo, 15 de fevereiro de 2009

 

 

Por Alexandre Lima *

 

Como nunca havia ido a show nenhum no pomposo Teatro Micaelense, cheguei cedo. Num ar de total estranhamento, perambulei pelos corredores até me ver “desarido” no hall de entrada quando notei uma mesinha com camisetas do Tindesticks. Me aproximei e comecei um agradável papo com Ian, road manager ou vendedor de camisetas (whatever), enquanto observávamos uma estranha platéia ir chegando aos poucos. Muita gente bem vestida” e “a lot of seniors” como observou o tal Ian. Fui sem grana, nada de camisetas ou cds.

Chegada a hora, lugarzinho marcado, aviso de “nada de telemóveis ou imagens não autorizadas” … Tá bom, tá bom … é um show! Chega de frescura, pô! Mas antes que eu tivesse tempo de me aborrecer, entra o simpático David Kitt pra fazer o show de abertura. Bela surpresa! O show dele começou mais ou menos assim:http://www.youtube.com/watch?v=J9URQWaNeo8 ou http://www.youtube.com/watch?v=usLBuZgbeUo , só o cara e a guitarra. Depois, ele ligou um laptop pra fazer umas bases. Bastante feeling, gostei mesmo. http://www.myspace.com/davidkitt

Depois de um intervalo de quase meia hora, o povo se acomoda nas cadeirinhas outra vez, as luzes se apagam e uns senhores muito bem vestidos vão um a um ocupando os seus lugares ao palco abaixo de uma generosa salva de palmas. Primeiro, piano e cello, depois, baixo e bateria abrem com a intro do novo disco “The Hungry Saw” em um clima pra lá de introspectivo. Em seguida, entra o resto da banda e Mr. Stuart Staples (com a menor pinta de quem vai pra bordel) ovacionado calorosamente. Segue-se “Yesterday Tomorrows”, também do disco novo. Pandeiro na mão, Mr. Staples mostra ao que veio: Sua característica voz de barítono continua em ótima forma e o carisma é deixado somente para a entrega à música em si, com a comunicação limitando-se ao nome de algumas músicas e reservados “thank you” ao final das mesmas.

O repertório é baseado no lançamento mais recente e deixa a grande maioria com olhares curiosos, mas mesmo assim, reverentes. O que chamou a minha atenção foi o modo como a dinâmica dos instrumentos é usada. A formação atual dos Tindersticks centra-se em três integrantes originais, mas no palco são sete. Stuart, além dos gravíssimos vocais, toca guitarra acústica, elétrica, pandeiro e maracas. Bateria, baixo e guitarra prestavam seus serviços de forma muito elegante e eficiente. À esquerda do palco, duas figuras razoavelmente calvas revezavam trompete, sax barítono e alto, cello e percussões. Ao fundo, outro integrante original comandava piano rhodes, sinths e xilofone. Achei que a escolha da instrumentação foi muito bem adequada ao que pedia cada canção. Uma banda como os Tindersticks, que tem um repertório majoritariamente lento tem que ter muito cuidado pra não ter um show “morto” demais. Esse cuidado foi tomado, ao que dei graças. Estava com medo de ficar sonolento já que não sou nada acostumado a ver show sentadinho numa poltrona. Por momentos, apavorei a senhora do meu lado com a minha agitação. Ao início das músicas, mesmo as mais paradas, Stuart proferia um ramonesco: One, Two, Tree, Four.

Em “City Sickness”, aplausos fortes ao reconhecimento dos primeiros acordes. Me surpreendeu o número de fãs, que ao final, não fizeram um segundo de silêncio até o encore, que veio com a lindíssima “Tiny Tears” (um “WOOO-HOO” bem atrás de mim acusava um fã satisfeito). “Boobar” do novo album, fechou a noite. Voltei a pé pra casa com a alma inundada de música e os quadris doloridos da cadeira.

 

 

* Alexandre Lima é o lendário Lima, que até pouco tempo atrás residia em Santa Catarina e tocou em lendárias bandas muito respeitadas por Mundo47 como Minds Away, The Selves, Spengler Tenglers, Cuba Drinker and The Hi-Fi´s e outras. Atualmente o rapaz mora numa das ilhas portuguesas de Açores.