
The Blues Mobile: Headcutters e Mundo47 na noite róque riosulense
# hoje é o drops é especial, pois eu só vou lembrar das coisas mesmo via drops, aos poucos. No sábado embarquei em Itajaí no Blues Mobile da banda Headcutters, de Itajaí, na boa, mas os caras são os melhores blueseiros do Estado, estão no topo de uma cadeia de bandas boas de blues que existem no Sul. O destino era Rio do Sul, minha cidade natal e também palco da primeira edição da festa Let´s Rock, produzida pela galera do Estúdio Full Gas.
# no veículo, eu (Mundo47 editor) , Joe (vocal e harmônicas), Catuto (contrabaixo) , Macca (guitarra) e Caveira (bateria), no aparelho de CD do carro, Little Walter, Willie Dixon, Muddy Waters e outros grandes reis do blues norte-americano da década de 1950 e 1960. No caminho até Rio do Sul, algumas beers para os não motoristas, muito papo e sinais fisiológicos com áudio do baixista Catuto.
# é sempre legal chegar a Rio do Sul, my city, mais bacana é ver que um espaço que nínguem dava nada, o tal “porão do duque”, que na realidade não passa de um espaço num antigo clube da cidade destinado ao jogo de bolão, adaptado para virar uma espécie de Cavern Club do Alto Vale, abrigasse algo tão legal. Dois grupos começam a se revezar na produção de eventos no local, criando para Rio do Sul, uma importante cena musical. Depois de descarregarmos todo o equipamento e nosso defunto (olhar o caixão da foto, case do contrabaixo), rumamos para uma deliciosa (eu disse deliciosa) pizza no Gdoky, antigo Guinness.

Chalaças no Hotel Mississipi: ponto alto da visita na capital do Alto Vale
# nossa morada de sábado para domingo, o Eduardo´s Hotel é peculiar. Chegando no estabelecimento, nos causou altas sussa ao ouvir do atendente que cada um teria um quarto. Bom, por mais simpático que fosse a idéia de nos abrigar num hotel, o Eduardo´s Hotel matou a pau no quesito blues de estrada. Quartos únicos com banheiros coletivos, um do lado do outro, fomos nos acomodando. Como bem lembrou nosso vocalista Joe, o estabelecimento lembra o modo junkie que os bluesmans americanos levavam a vida, apelidamos nosso querido hotel de “Hotel Mississipi”, bem ao nosso gosto.
# depois de algumas cervejas e papo com o primo do Joe que foi nos visitar no Mississipi, era hora de rumar para o Porão do Duque. Na mesma noite, em Rio do Sul, o tradicional baile do Hawai do clube Concórdia nos dava uma dica que a festa no Duque poderia ser apenas para os corajosos do róque, muito pelo contrário. Chegar no Duque a grata surpresa de ver muita gente nos animou.
# mais bizarro ainda era ver a festa que rolava no salão principal, onde acontecia uma formatura de dança gaúcha, num imenso bailão gaúcho com gente andando pilchada de tudo pelas ruas. Bom, roqueiros e gaudérios conviveram pacificamente naquela noite e o Catuto mandou para todos aquele seu cumprimento fisiológico com áudio para celebrar a harmonia.
# encontrar e reencontrar pessoas. Para mim foi a tônica da trip até RSL. Gente das antiga do róque de Rio do Sul, gente nova, fãs, leitoras e leitores do Mundo47, amigos, amigas, anjos… enfim…
# como chegamos meio tarde, as bandas de abertura já tinham tocado, fica para a próxima, mas deu ainda para ver a Liss, uma das atrações da noite. A Liss é a banda de RSL que mais obteve reconhecimento. Em seu terceiro show na sua existência, a banda abriu para o Placebo, em Florianópolis nas eliminatórias do Claro que é Rock. Show redondo, perfeito e recheado de canções próprias como a clássica “Black Tie”.
# logo depois o show mais aguardado da noite. Os Headcutters tomam conta do salão com clássicos do blues norte-americano dos anos 1950 e 1960. Joe, Caveira, Catuto e Macca botam a raça toda para dançar blues, literalmente. O calor do local não é problema algum para mais de uma hora de blues, harmônicas distorcidas, solos de guitarra e bateria e o carisma que os quatro xiitas do blues catarinense impõe em suas apresentações por todo estado.
# Mundo47 agradece imensamente aos músicos e chapas da Headcutters pela blues trip até Rio do Sul. Agracede também ao Guiulle, Diego, Jorge Krieger e outros chapas que nos acolheram fantásticamente na curta, porém exitante visita a Rio do Sul. Fica o elogio à produção e um recado para a galera que está produzindo a cena em Rio do Sul: trabalhem! e resolvam as tretas numa mesa de bar, se possível…
# se alguém tem alguma foto da Liss e do Headcutters em ação no último sábado, por favor, mandem para o Mundo47.com, pois meu celular é uma nojeira para tirar fotos à noite.