Let it Be completa 40 anos
terça-feira, 11 de maio de 2010E no final, o amor é igual a mais um disco. O Let it Be completou 40 anos no último fim de semana. Foi o fechamento de um ciclo que começou em 2008, com os 40 anos do Álbum Branco, ano passado com os 40 anos do Abbey Road e projeto Get Back (o que viria a ser o Let it Be) e agora com o próprio. É a finaleira de uma carreira vencedora e que acabou na medida e na época certa. Creio eu que se nos anos 70 os Beatles tivessem voltado, não teriam produzido nenhum grande álbum. Existiram naquele auge de 1963 a 1970 e deu, pronto, acabou.
Let it Be é uma espécie de patinho feio. Lançado em meio ao fim da banda, num filme com brigas, mostrando nada com nada e fazendo os Beatles ensaiar o tempo todo. Pontos altos são alguns takes ao vivo e o show no telhado da Apple em 29 de janeiro de 1969. O disco pode-se dizer que é bom, não há como negar. Dele sairam coisas belas como The Long and Widing Road, Let it Be, Two of Us, I Me Mine, Dig a Pony, a empolgante releitura de One After 909, I´ve a got a Feeling, For Your Blue, Across de Universe e as brincadeirinhas com Dig it e Maggie Mae. Não dá para dizer jamais que este disco é ruim ou não condiz com o que os Beatles fizeram em sua carreira. É uma tentativa boa de fazer uma volta ao que eles eram. Uma
banda.
Meu primeiro contato com Let it Be se deu em 1992, quando consegui um LP original lançado no Brasil em 1970. Foi quando eu o ouvi por completo. Antes só tinha ouvido Let it Be, The Long and Widing Road e Across de Universe em coletâneas em fitinhas k7 que meu pai e minha tia traziam para mim do Paraguay. Possuir o bolachão na estante da sala de som lá de casa era como ter um troféu. Na capa a foto dos Beatles com barba e bigode, com cara de mais velhos, diferentes dos discos que eu tinha, todos da fase Yeah, Yeah, Yeah.
Let it Be é um belo álbum, um disco que ficará para sempre nas mentes dos fãs de boa música no mundo.







