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600.000 obrigado!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Os números não mentem. Falta muito pouco para atingirmos 600.000 visitas no Mundo47 em dois anos e meio de notícias, dicas, notas, resenhas, bobagem e outras pastagens.

O site antigo continua no ar e hoje, os assuntos mais procurados são Michael Jackson, a suposta morte de Michael J. Fox, Mallu Magalhães, os Emos e outros assuntos.

Valeu ai parceiragem, até a virada da década a gente atinge os 600 mil!

2º Baile Elétrico do Orelhada agita Joinville dia 28

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Divulgação

Meu chapa Rubens Herbst, mestre jornalista do jornal A Notícia, de Joinville, está comemorando o primeiro ano da coluna “Orelhada” no A Notícia no próximo dia 28 de novembro no Liverpool Pub. No prato principal, as bandas Aerocirco (48) e Alva (47), que mostrarão todos os seus hits possíveis. Como degustação, a excelente discotecagem em vinil de outro mestre, PHC, o homem que tem TUDO em vinil que tu sonhas.

Rubão é mestre e nosso pai do jornalismo roqueiro em SC. Tá, o cara tá mais tempo na área, por isso todas as nossas reverências possíveis ao grande amigo e mestre. Sempre é bom encontrar com o gajo nas fextênhas róque e festivais por ai.

Rio do Sul: Manifesto a favor do rock and roll

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

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Não é de ontem que alguns “roqueiros” de Rio do Sul reclamam da cena musical na cidade. Quantas vezes já ouvi na mesa do bar “hoje não tem nada para fazer”. Tudo bem, tem dias que o único lugar apropriado para a galera se encontrar e beber uma cerveja é o “Bar do Barba”, que apesar de lendário, anda trazendo umas bandas acústicas que insultam nossos ouvidos.

Mas, essa não é minha indignação. Há tempos vejo a rapaziada do Estúdio Full Gas suando a camisa (literalmente) para trazer bons eventos para o município. Um exemplo disso foi a 7ª Edição da Estúdio Full Gas, presença das bandas Lenzi Brothers, Liss, Helvéticos e Calvin. Vamos concordar, festinha que faria inveja aos moradores do litoral catarinense. Não podemos esquecer também do pessoal do Costelletas, que iniciaram o Porão do Duque, e até hoje pagam a “ré” que tomaram por falta de público.

O que é desanimador, tanto para mim, apaixonado pelo rock´n roll, e consequentemente deve ser para os organizadores, que “não tão tirando grana nem para o sal da sopa” é ver o pessoal não comparecer nos eventos. Na última edição tivemos um público legal, porém, muitas figurinhas carimbadas do rock riossulense há tempos não dão as caras por lá. Sem contar, o povo que fica na portaria mendigando a redução da entrada e que acabam não entrando. Sei quanto o pessoal rala para fazer as festas e elas não saem de graça. Pelo contrário, são mais custos do que lucros.

Outro episódio interessante ocorreu esta semana. A banda LISS, considerada uma das melhores do rock alternativo catarinense foi convidada a participar de uma festa na Célula Rock, em Floripa, juntamente com Da Caverna e Ninguém Sabe. O pessoal da banda tentou mobilizar uma Van, sendo que os custos de transporte + entrada não ultrapassariam R$ 35. Vamos negociar, esse valor se gasta em uma passadinha no bar. E sabe o que aconteceu? Algumas pessoas acharam caro e, até agora, parece que a Van não vai sair. Então vai a dica para aquela rapaziada de Rio do Sul, que reclama que não tem nada pra fazer na cidade (não generalizando, é claro, afinal existem pessoas que realmente estão indisponíveis), vocês têm mais é que ir para o Barba, na sexta noite, ouvir lorota de bêbado.

Rafael José Beling

Comunicador Programa RadioBar – Unidavi FM 102.9

JP - 03532SC

Nota do editor: Olha Rafael, não é de hoje que eu escuto as pessoas que se dizem roqueiras em Rio do Sul falaram que não tem nada pra fazer e quando rola algo legal, não comparecem, reclamam que nem vacas sendo tocadas no pasto, normal meu querido, é assim que se faz uma cena rock. Com pessoas idiotas falando merda e sem atitude alguma.  Rio do Sul tem que parar com essa mania de ser uma cidade parada no tempo onde as coisas não acontecem. Eu morei ai 16 anos e junto com o pessoal do Tschumi, dei minha contribuição ajudando na organização do Tschumistock. Eu via com meus próprios olhos como era foda montar um festival e via com meus próprios olhos a galera reclamando e mendigando para entrar. Na hora de gastar rios de grana em bares deploráveis e com coisas desnecessárias, essa gente não mede esforços, na hora de enaltecer a cultura rock com os eventos na cidade, fogem, se acovardam e na minha opinião tem uma puta inveja das pessoas que trazem as bandas. Mas Rafael, essa situação não é também exclusiva de Rio do Sul, acontece em todo lugar, até na capital. Infelizmente. Em alguns momentos, o Rock SC é enaltecido pra caralho. Temos um público bom e fiel, mas em outros momentos, parte do público é um pé no saco, uma grande porcaria, deveriam morar no Acre ou Rondônia, que são lugar que só tem bar com  vagabunda emperebada e cerveja quente. O seu desabafo é o meu. Espero que o manifesto seja um sucesso e tens que difundir isso.

Grande Abraço

Rafael Weiss

MUNDO47!!! 500 MIL ACESSOS!!!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Na realidade já passou, mas meu cochilo eletrônico e um pouco de falta de taco me fez ver que Mundo47 já passou dos 500 mil acessos nestes dois anos e pouco de atividades em prol do bom e velho rock and roll, principalmente o que é produzido aqui em Santa Catarina.

Já foram mais de 511 mil acessos desde a criação do blog/site e neste tempo, muita coisa bacana aconteceu aqui.

Sempre quando Mundo47 alcança uma marca importante eu listo aqui os culpados por tudo, mas hoje, para não criar nenhuma injustiça, vou agradecer geral a TODOS aqueles que deram uma força para o Mundo47. Músicos, amigos, jornalistas, veículos de comunicação e principalmente os leitores que diariamente entram no site e visualizam nossos posts.

Obrigado gente!!!

R.Weiss - Editor, escritor, jornalista, pseudo músico, twitteiro, blogueiro e torcedor do Marcílio Dias e Flamengo

Little Quail and The Mad Birds no Porão do Rock

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O chapa Alexandre Matias, em seu site Trabalho Sujo, dá a excelente dica: baixar o show do Little Quail and The Mad Birds que fez um revival no último Porão do Rock, em Brasília. O festival trouxe à vida várias bandas como Legião Urbana (ugh!), Plebe Rude e outras…

Baixe o show do Little Quail aqui

Baita curso para se fazer

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Tirando o professor Carlos Lacerda, o resto tá massa.

A dica é do Ulifefff Dutra

Marquinhos Espíndola comemora 3 anos de Contracapa

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

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1,2,3,4!!! Marquinhos Espíndola comemora 3 anos da Contracapa no dia 26 em Floripa

Ele é um jornalista de baixa estatura, mas com uma visão além do alcance de muita gente. Batalhador que já passou por redações de jornais pequenos, médios, grandes e também assessoria política, Marquinhos mantém no Diário Catarinense, um dos jornais com maior circulação no Estado catarinense, a coluna diária Contracapa. Há três anos o cara assumiu a bronca por convite do mestre Dorva Resende, editor do Variedades, onde implementou um ritmo forte para revelar e divulgar a música e toda produção cultural catarinense, indo além dos bons sons, para o cinema, teatro e a televisão. Este ano, depois de quase três anos na batalha, o nosso pequeno grande Marcilista nascido em Santos, botou no ar, na Rede Atlântida, o programa Paredão, onde mostra todos os sons que fala na sua coluna. Mundo47 entrevistou Marcos Espíndola na sacada de seu imenso flat em Capoeiras, onde falou como tudo começou, sobre a cena atual catarina e claro, sua Contracapa. Para nossa alegria, além de Marcilista, Marquinhos é torcedor do Flamengo no restante do ano. Esse é o cara.

Mundo47: Marquinhos, como surgiu a idéia e o convite para o DC fazer a Contracapa?


R: Como tudo na minha trajetória nestes sete anos de DC. Recebi a missão (convite) do editor do Variedades, o Dorva Rezende, que há muito tempo alimentava a idéia de implantar no Variedades uma coluna da “franquia” Contracapa (que começou no DC). Um espaço que se propusesse a catalisar tudo aquilo que de certa forma fugia a cobertura do próprio caderno, que se permitisse a opinião, a formentar idéias e revelar esta nova geração artística que surge no Estado. Uma geração cosmopolita, situada no espaço e tempo. Confesso que fazer coluna não era muito a minha praia, mas encarei o desafio com a perspectiva de fazer dessa experiência uma exercício de jornalismo, onde a premissa principal é o interesse coletivo, o fato jornalístico. Fazer a Contracapa não foi o acaso, mas a conseqüência de um acaso que quatro anos antes, quando por três ocasiões eu fui interino da coluna do Cacau Meneses. Uma casca, sujeita a bajulações homéricas, reconhecimentos pirotécnicos, mas críticas abaixo da cintura. Uma experiência “bipolar” eu diria (risos). Já estava cansado disso, até que na última oportunidade o Dorva me convenceu a fazer a coluna (do Cacau) para em seguida começarmos a pensar na Contra. Aquela última interinidade (em 2006) serviu como um laboratório para a Contracapa. Aí sim a coisa esquentou!

Mundo47: Antes da Contracapa, qual era teu conhecimento do cenário rock and roll de Santa Catarina? A coluna lhe abriu os olhos para a cena rock?

R: A coluna, assim como hoje o Paredão Contracapa, programa que eu e o Kleber Saboia levamos todos aos sábados ao ar na Atlântida, dissipou uma densa neblina que me impedia de enxergar este produtivo universo. Mas eu não estava tão alheio assim, como trabalhei por quatro anos em Blumenau, conhecia um pouco aquele cenário, como Madeixas, Sodda Café, de Floripa tinha Os Pistoleiros (que fui conhecer em Blumenau), Udigrudis e Guta Percha. Claro, lá atrás tinha os Stonkas & Congas e o Dazaranha, com o qual tive um convívio muito próximo quando passei uma temporada em 1993 em Floripa me preparando para o Vestibular. Quando eu retornei a Floripa 10 anos depois, aproveitei muito pouco o Underground Bar, apenas duas ocasiões e logo ocorreu aquela episódio triste do fechamento da casa. De Joinville mesmo só o Reino Fungi e Os Legais (do oito ao oitenta, veja você..eheheh).

Mas com a coluna me empreendi ao desafio de conhecer e compartilhar. Abri o espaço para que todas estas mobilizações artísticas em curso nos “bastidores” da cidade se manifestassem, pois isso já estava presente na minha vida. As informações chegavam, o silêncio havia sido rompido. A Contra sempre foi um espaço de construção coletiva, e estes novos agentes vindos dos campos do cinema, do teatro, das artes visuais e principalmente a música entenderam isso e aceitaram compartilhar este desafio. Quando eu digo construção coletiva é no seu sentido mais amplo, inclusive no suporte de companheiros da mídia, como o Fábio Bianchini e o Emerson Gasperin. Logo no início da jornada acabei esbarrando no primeiro cruzamento com um outro recém-criado projeto, o Clube da Luta, que se propunha também a mexer com as coisas e promover uma discussão, à época urgente, acerca da valoriação da música autoral e da promoção dos novos artistas. O que veio a seguir vocês todos sabem…Gasolina e fogo.


Mundo47: Qual avaliação que você faz do seu trabalho perante as bandas catarinas nestes três anos?

R: Na boa, meu trabalho é reflexo dessa produção. Se a nossa música não se respaldasse de nada adiantaria eu ficar falando e promovendo este cenário. O reconhecimento da Contracapa é reflexo da legitimidade desta geração artística. Isso não é demagogia. É a constatação de quem vive isso diariamente. Bicho, dias desses eu conversava com o Noventa (músico, da banda Cochabambas) e ele me chamou a atenção e boa parte do conteúdo da Contra ser de informações locais. E isso é fato,não é forçação, acontece naturalmente. A prerrogativa da Contra sempre foi revelar esta “nova guarda”, promovendo a produção artística no Estado, essa que até então muitos julgavam que não existia. Mas existe, e é latente meu caro. Olha, 90% do conteúdo diário seguramente é regional (digo, Floripa e Estado) e felizmente posso me dar ao luxo de chegar a 100% se for o caso. Mas Contra também se presta a fazer este link com o mundo, com as manifestações que reverberam pelo país e planeta, essas referências que hoje estão muito presentes em nossas vidas, incluindo claro a internet.

Daí é que fiz da Contra uma trincheira contra esse pensamento tacanho, vil e dissimulado de que “nada ocorre no Estado”. É o pacto da mediocridade, das igrejinhas que se instalaram em âmbitos diversos para se autopromoverem e fazer uma reserva de mercado. E faço uma autocrítica aqui como um agente de mídia tradicional: os meios de comunicação compraram esta idéia e por muito tempo foram massa de manobra nas mãos dessa gente. Só para citar que até pouco tempo qualquer casa que aparecesse na cidade, principalmente voltada para a promoção da música independente, de shows e tal era frontalmente sabotada na ação destes segmentos até então “soturnos”. Aí que para a minha alegria, hoje eu reconheço em cada ponto do Estado uma ação coletiva de bandas. Seja em Criciúma, Floripa, São José, Balneário, Itajaí, Rio do Sul, Blumenau, Timbó, Joinville, Chapecó. Dá para apontar qualquer ponto no mapa do Estado e você encontrará algo muito bacana acontecendo.

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Mundo47: O que você acha que deve acontecer para a cena independente catarinense deslanchar?

R: Conexão, network, é as bandas entenderem que precisam perder a vergonha, trabalhar a autoestima e se venderem lá fora. Trabalhar parcerias com bandas e coletivos de outras regiões, assim como daqui de dentro também, promovendo um circuito. Não dá para nos lançarmos na empreitada maluca de se fazer aqui um grande festival ou estabelecer uma “cena bit” (veja o caso do Mané Bit, que foi constrangedor). Nosso Estado tem uma formação diferente. Cada região conta com características culturais distintas, dada a sua própria formação, que vai da descendência açoriana à italiana, alemão e austríaca, incluindo aí a recente influência vinda de outros grandes centros que só tornam este caldeirão que é Santa Catarina ainda mais pitoresco. Então o que fazemos? Vamos trabalhar um circuito, vamos ligar estes pólos, promovendo a diversidade. As bandas precisam ocupar estes espaços, nãos e impondo,mas se promovendo nas suas diferenças conceituais. Pois o talento é latente. Você pode muito manter manter um circuito nas cidades pólos, garantindo uma média digna de público (algo de 300 pessoas) por shows, onde uma banda de Rio do Sul pode se apresentar em Criciúma e na semana seguinte esta mesma banda leva a anfitriã do Sul para o Vale. É assim que ocorre hoje nos Estados Unidos, por exemplo. A experiência do Cassim & Barbária na tour deles em março passado revelou isso. E as bandas hoje contam com a internet ao seu favor, para mobilizar, fazer contatos e criar conexões.


Mundo47: Que bandas você apontaria em SC que podem e tem potencial para virar mainstream de vez?

R: Não sei, porque eu não acredito no mainstream. Ainda mais diante deste quadro de incertezas e possibilidades que a revolução digital proporciona. Sabe, bandas com potencial para fazer um grande trabalho são muitas, cito Liss, Calvin, Stereotape Killers, Lenzi Brothers, Coletivo Operante, Aerocirco, Cassim & Barbária, Repolho, Blasè, Estrutura L.I.M.B.O., Maltines, Alva, nossa me perdoem se eu esqueci alguém. Mas a questão meu velho é o que a banda quer para si? O que ela entende por sucesso, porque você pode seguir um caminho no universo independente que pode te proporcionar mais retorno do que se estiver no grande esquema. Sabe, eu vejo que o caminho é seguir uma outra via, como advoga o Wander Wildner. Como é que tu vais falar para uns caras da Lenzi Brothers que eles tem potencial para chegar ao grande mercado, que hoje promove esse bufões semianalfabetos da Fresno, ou o pop raso do Armandinho? Cara, não dá né? O mesmo vale também para o “mainstream” independente, do tal circuito de grandes festivais, bancados por editais milionários, mas que obriga as bandas a se sujeitarem a tocar de graça, tendo inclusive que pagar suas despesas.. Qual o próximo passo? Cobrar jabá das bandas?Se é que já não esteja ocorrendo. Então é isso cara, com a morte do Michael Jackson morreu um modelo. E a idéia é construir um modelo para si, por isso eu acho bastante relativo esta idéia de estourar. Só depende dos contatos, da sua capacidade de se relacionar com outras frentes e isso é preponderante para dar uma dimensão até onde você pode chegar.


Mundo47: Neste tempo de Contracapa você agitou a cena com discussões como o Lero Lero Musical. Qual avaliação você faz destes debates?

R: Foi outra ação que ajudou a estreitar os laços entre a Contra e o seu universo de leitores e colaboradores. Lembro do primeiro, cuja pauta era a eterna discussão “da cena”. Este assunto já foi superado,mas corriqueiramente volta ao tema em cada debate. O espaço foi de um auxílio fantástico, de gente que acreditou, como as jornalistas Fernanda Lago e Antoninha Santiago, que são parcerias diretas neste projeto. Foi bacana para fomentar boas discussões que geraram muitas ações locais, além de construir uma ponte entre a nossa realidade e a experiência de outras regiões. No início deste mês trouxemos novamente o jornalista Alexandre Matias, blogueiro e editor do caderno Link do Estadão que se juntou com o Guilherme Zimmer (músico, produtor e cabeça do projeto SC Conectada) e o Jean Mafra (músico e articulador do Fórum Música para Baixar) para discutirmos justamente estes assuntos tratados até agora por você, o desafio de fazer música neste ambiente digital e qual o modelo a ser adotado. Felizmente saímos sem soluções. Porque solução você constrói, não é? E a minha solução não necessariamente é a sua..ehehe


Mundo47: Além de um blog, você também ganhou um programa na Rede Atlântida. Quais são os novos projetos para a Contracapa?

R: Eu acho que esta convergência de conteúdo entre o DC (Contracapa) e a rádio (Altântida) fecha o cliclo de maturação do projeto Contracapa. O Paredão Contracapa deu um novo up na minha visão do que que está ocorrendo no Estado. Fui elencado a um outro nível de contato e conhecimento da produção regional. Eu que achava que sabia de algo por conta da Contracapa, agora novamente cheguei aquela doce e gostosa conclusão de que há muito ainda a ser desbravado, fuçado, divulgado. Até porque meu caro, a hora que o “faro” der sinais de falha e a visão apertar eu paro, passo o espaço adiante. Porque tanto na coluna quanto na rádio ambos os projetos são espaços de construção coletivas, que se moldaram de acordo com a visão de quem lê e ouve. E não importa mais se será o Marquinhos Espíndola ou o Mekron no volante da Kombi, a estrada já foi pavimentada e foi pelo público. Qualquer guinada não será tão fácil. Acho que esta foi a minha modesta contribuição para esta espaço, em retribuição a todos que abraçaram esta causa. E a idéia daqui para frente é trabalhar forte na consolidação destes projetos (coluna, Blog e rádio) aproveitando ao máximo as suas possibilidades de criação. O Paredão, passados seis meses entrou em rede estadual, fruto da legitimidade da produção catarinense, e agora se prepara para lançar o primeiro EP da série destacando as bandas que passaram pelo programa. A primeira seleção já está definida: Calvin, Coletivo Operante, Lenzi Brothers e Liss. Esperamos lançar em outubro.


Mundo47: Qual avaliação você faz do fim do Clube da Luta em Florianópolis e o que você acha que pode acontecer com o SConectada?

R: O Clube teve a percepção de enxergar que era necessário se reinventar para buscar aquilo que se propôs há muito tempo, profissionalismo. E para isso teve que matar uma fórmula que se desgastou embora em tão pouco tempo (três anos). E nada mais natural que se desgaste em pouco tempo, diante de uma ação tão intensa e discursiva, que conseguiu atrair novamente o foco da mídia para uma questão tão relevante: a valorização da nossa arte. Agora surge como ESCUTE!, algo realmente desafiante, talvez o batismo de fogo deste coletivo que busca um caminho digamos mais tradicional para se efetuar no mercado. Virar selo e produtora pressupõe uma mudança de mentalidade e de postura fundamental, que não seria possível com o Clube. A “morte” do Clube tem um efeito muito mais que simbólico.

E aí vem a ação da SC Conectada que é outra frente que tende a contabilizar bons frutos. O propósito é mapear no Estado estes coletivos artísticos, com vistas para um fórum permanente de discussão e de entrosamento. A idéia inicial é conhecer e estabelecer este circuito no Estado, saindo do foco centralizador. O Zimmer foi muito feliz ao levar este projeto para a Feira de Música de Fortaleza, que foi muito bem recebido por agentes culturais, produtores, patrocinadores e agências de fomento e finalmente fincou a bandeira de Santa Catarina no mapa da articulação musical no país. Porque meu velho, musicalmente o Acre existe, Santa Catarina ainda não! Eu me engajei nessa, assim como você. Inclusive, o Rubão (Herbst, do A Notícia) está nos cobrando aquela reunião do coletivo de mídias…

Ping Pong (mais pong do que ping)

1.Nome:Marcos Espíndola
2.Idade: 35 anos
3.Cidade que nasceu: Santos (SP)
4.Qual seu beatle predileto?: John Lennon
5.Banda preferida: Ramones
6.Banda catarinense preferida: WWDiablo
7.Cinco discos que levaria para uma ilha deserta: Rock to Russia (Ramones), Tecnicolor (Mutantes), Abbey Road (Beatles), Little Walter (The Best), qualquer um da Nina Simone e A Love Supreme (John Coltrane).
8.Cinco discos que queimaria no mármore do inferno: O novo dos Mutantes (junto com o Sérgio Dias), Zie e Zii do Caetano, qualquer um da Bebel Gilberto, qualquer um do Armandino e qualquer um produzido pelo Rick Bonadio (ou melhor, queimaria o próprio).
9.Time do coração: Até abril é o Marcílio Dias.. O restante do ano Flamengo.

Leia o Blog do Marquinhos

Leia a Contracapa (clicar em “versão impressa”)

Paredão Contracapa - Todos os Sábados, 20 horas na Rede Atlântida FM (em Florianópolis, Blumenau, Joinville, Criciúma e Chapecó)

Senhor F lasca o pau na mídia preconceituosa do BR

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Fernando Rosa, do site Senhor F é o mestre, nosso querido working class hero do jornalismo musical brasileiro. A notícia que o governo Lula vai dar Vale Cultura para os menos favorecidos, deixou gente na mídia golpista de São Paulo e Rio putas da vida.  Tipo aquela frase: “Humpf! onde se viu empregada vendo Shakespeare?”

Segue o texto do Fernando:

A campanha de grande parte da mídia para denegrir toda e qualquer ação do governo Lula está levando até mesmo articulistas tidos como equilibrados ao desvio do jornalismo panfletário e, pior, preconceituoso. É o caso do sr. Gilberto Dimenstein, da Folha de S. Paulo, que criticou o “Vale Cultura”, lançado na última quinta-feira, em São Paulo, pelo presidente Lula.

No final de semana, ele gastou boa parte de sua coluna para desfilar um rosário de críticas ao “Vale Cultura”, com direito a chamada de capa do jornal destacando o risco de “desperdício” de dinheiro público. Em artigo anterior, no mesmo jornal, Dimenstein já havia dito que tinha receio de que “com esses R$ 800 milhões se estimule, com dinheiro público, acesso à cultura exclusivamente comercial”.

Neste novo artigo, ele aprofunda seu argumento de que o dinheiro seria melhor utilizado para estimular a presença de público em eventos já existentes, que seriam gratuitos e pouco frequentados. Diante da observação anterior, imagina-se que os tais eventos seriam, por exemplo, as exposições do Masp, na Avenida Paulista, ou algum outro santuário da “verdadeira” cultura não comercial.

Na verdade, em nome de atacar a iniciativa do governo, o “vale tudo” da mídia faz boa parte da crítica perder-se em uma linha de argumentação com um tal grau de elitismo, hipocrisia e preconceito que remete a outras épocas da história recente da humanidade. Durante anos, décadas, com raras exceções, a mídia nacional tratou a cultura em geral como um assunto de elite - rica, claro, branca, sob influência imperial européia e, depois, americana, e de costas para a América Latina.

Talvez por isso seja tão difícil aceitar que o povo - que ainda tem a liberdade de escolha! - vá gastar “dinheiro público” para assistir um show de Vitor & Léo, um filme de atores globais ou comprar um livro de auto-ajuda. Mas, como disse um amigo artista, o importante de tudo isso, no mínimo, é que as pessoas, em milhares de casos, entrarão em um teatro pela primeira na vida, ou comprarão um livro para ler.

Nunca é demais lembrar que, atualmente, devido a inclusão cultural proporcionada pela internet, a cena independente nacional floresceu principalmente fora dos grandes centros urbanos e nos subúrbios do país. Aliás, um tema que também mereceu a crítica do mesmo jornal por conta do apoio público aos festivais, como se isso fosse um “crime”, e não um dever do Estado para com a sociedade.

A crítica ao “Vale Cultura”, em última instância, é a mesma que fazem ao “Bolsa Família”, compreensível para quem ainda não aceita a emergência social de uma ampla massa de brasileiros. Se antes erraram quando afirmaram que o dinheiro para comida estimularia a vagabundagem, agora devem morrer de medo de entrar em um teatro e encontrar um pobre sentado ao seu lado. E o mais divertido, em uma peça de Shakespeare.

* Fernando Rosa é editor do portal Senhor F e, quando adolescente de subúrbio e office-boy, economizava o dinheiro do almoço para ir ao cinema, comprar discos e livros.

MUNDO47: Dois anos de muito rock and roll!!!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

 mundo471

eternamente um beatlemaníaco…

Lá se foram dois anos de atividades. Neste dia 04 de julho, sábado, o site Mundo47 completa dois anos de atividades. Foram nas minhas férias de 2007,  que resolvi criar um espaço, um canal de comunicação sobre a música independente catarinense e nacional, com pitadas do que acontece lá fora. Nestes dois anos de atividades, o site revelou talentos, trouxe para o grande público o talento de bandas desconhecidas e de cidades com pouca tradição em festas de rock.

 

Com a ajuda de colegas dos jornais catarinenses, o site ganhou popularidade e também respaldo perante a cena rock catarinense. Foram mais de 450 mil acessos nestes dois anos. Todos os dias, milhares de pessoas acessam o site para conferir o que há de novo, o que ele oferece do que vem de fora e também a divulgação de festas e festivais rock que acontecem em Santa Catarina e fora do Estado. Tenho muito orgulho do trabalho feito no Mundo47 e espero continuar na minha saga solitária perante a opinião pública, sempre em luta da música produzida em Santa Catarina.

 

Para os próximos meses o Mundo47 deverá sofrer algumas modificações na sua estrutura. Uma nova logomarca também está prevista e no segundo semestre, vem ai o Festival Mundo47, que deverá reunir algumas bandas do cenário catarinense e nacional. Vamos voltar a produzir algumas festas pontuais. Pelo fator tempo, já que tenho outra ocupação profissional, não consigo produzir festas com regularidade, mas pelo menos uma no ano tenho que fazer.

Queria nomear algumas pessoas que ajudaram nesta caminhada. Bruno Testoni, nosso cara de web, Fábio Couto, brother, Marzio Lenzi, Matheus Lenzi, Buca Lenzi, pela parceria, Marcos Espíndola, Rubens Herbst, Fábio Bianchini, Dorva Resende, Cristiano Santos e Renê Müller, dos jornalões da RBS que sempre abriram espaço, seu Harald Weiss pelo disco dos Beatles comprado para mim em 1989, Eduardo Xuxu, Guilherme Zimmer, Rodrigo Daca, pela brodagem musical, Felipe Damo e André Pinheiro pela amizade e colaboração, Ramiro Pissetti pelas paradinhas, Gerson Dellatorre, todo pessoal da Barba Ruiva, Clube da Luta, Porão do Duque, a galera das bandas de Joinville, Brusque, Rio do Sul, Blumenau, Balneário Camboriú, Floripa e outras plagas como a longinqua Chapecó, Irmãos Repolho (Panarotto para os íntimos), Marcelo Mendes, Lelé da Caverna, Rafa Lange, Ulisses Dutra, Rafael Belling, pessoal do Eh Rock, Bola Teixeira, Fabi e Klaus Loos, Carol e Reinaldo do JB Rock Pub, Luciano Sens, Dani Hasse, Kaly e o pessoal da Stuart, Déborah Boeira, Marcelo Birck, Diego Medina, Cassiano Fagundes, a raça da Maltines, Juliana César, ao pessoal da Heineken por fazerem a melhor cerveja do mundo, professores da Univali, Fernanda, Alyson Darugna, Diego Maceira e Flávio Roberto Oliveira da TAC, a raça do Smash Club, Parachamas, Ane (futura sra. Couto), Regi, a galera da Green Belly, bispo Dom Tito Bus, John, George, Paul e Ringo (dos Beatles), Michael Jackon (in memoriam), Amy Winehouse (quase in memorian), Frank Bjorkval, Elen Siebert, aos emos, pelas notas divertidas, aos fãs do Rodolfo do Raimundos (vcs são uns quiridus), ao presidente Lula pela estabilidade econômica do país, ao Edson Piriquito por me dar um emprego, Rafael Amâncio, Edson Maba, Mallu Magalhães (fofa!), Brian Wilson (doido!), Fabrícia Prado, Evandro Hasse, a galera dos Headcutters, ao Obama, que vai me deixar entrar nos EUA em 2010, ao Joel Santana pelas aulas de inglês, Rafael Tschumi, Lenne, Jagger e Richards pela parceria, Madonna pelo beijo na boca antes de Jesus, JC Almeida do Beatles Brasil, Fernando Rosa do Senhor F, Astronauta Pinguim, Marco Britto, Gastão Moreira, Kelson Marcelo, Arnaldo Antunes, Sérgio Dias, Inri Cristo, Marcelo Tas, Olga Fonfolga, Aldo Siebert, Orlando Pereira, Tarantino, Beto e Lallo Bochino, Faustão, Rosinha Monkees, Aderbal Machado, PHC, Romulo Mafra, enfim, muitos outros chapas e companheiros nessa caminhada róque.

 

Lembrem-se: a luta continua e o Youtube ainda é de graça!

 

 

 

E viva a existência do Marco Britto

quarta-feira, 25 de março de 2009

Marco Britto é gaúcho, mas viveu parte da vida em Santa Catarina e participou de uma das melhores bandas que já existiu no território catarinense: Os Jeans.

Há pouco mais de três anos a banda acabou de vez. Eu sempre lamentei profundamente o término dos Jeans, mas como toda banda mitológica, um fim precoce faz parte.

Marco é um cara gente boa, jornalista dos bons que está na terra da garoa tentando a vida e fazendo o seu trabalho folk rock galgado em Bob Dylan, Neil Young e Paul McCartney fase “McCartney e RAM”. O trabalho de Marco está registrado caseiramente, mas de coração no seu espaço de MySpace. Temos que celebrar a existência do Marco e suas belas canções folk. 

Eu não acredito que essa porra de Mallu Magalhães é responsável pela “onda” folk no Brasil. Todos os velhos conhecidos que já habitavam o estilo, muito antes de Mallu pensar em assistir TV Colosso, estão com trabalhos ótimos na web, o que democratizou mesmo a divulgação do estilo.

Acesse o trabalho de Marco Britto no seu Myspace

Os Pistoleiros voltam em festa da Contracapa

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Marquinho (D) e o principe do darkrock de São José: Mekron

Eles estão de volta para um show. Depois de sete anos, a lendária banda Os Pistoleiros estão de volta aos palcos no próximo dia 30 de agosto, na festa de aniversário de dois anos da coluna Contracapa, do mestre Itajaiense 47 (agora 48), Marcos Espíndola, o Marquinhos. Importante espaço para a cultura musical e underground catarinense, Marquinhos conseguiu aglutinar em sua festa de aniversário, a verdadeira lenda do folk rock brasileiro. A banda Lageana/Florianópolitana Os Pistoleiros. A festa é produzida pela Insecta em parceria com a Célula Cultural.

O emblemático EP - Os Pistoleiros - lançado em 2000, foi a meteórica e importante passagem desta banda pela terra catarina. Durante sua curta existência, a banda contou com várias formações, mas o núcleo de compositores e arranjadores, Diogenes Fischer e André Göcks, deram cara para o maravilhoso trabalho gravado em Floripa. No show do dia 30, os dois voltam aos palcos com velhos parceiros. Xando na bateria, Marco Túlio na gaita e teclado e Alex Piu Piu no contrabaixo, todos já participaram direta ou indiretamente de Os Pistoleiros.

Confira mais sobre as outras atrações no texto do próprio Marquinhos:


WW Diablo: Pela primeira vez nos palcos do Planeta, o combo rockabilly chicano WWDiablo mostrará enfim as suas credenciais. Banda formada na Ilha, tendo à frente o Márcio Galináceo (guitarra), o ilustrador Samuel Casal (guitarra), Beto Fonseca (batera) e Baboo (baixo), despertou a atenção de curiosos de outros países pela temática fake do grupo de mariaches mantidos presos pela imigração norte-americana numa cadeia em El Paso e que para pagar a fiança resolveram formar um grupo de rock. No Myspace, eles se apresentam como Pollo de Las Dolores, El Patron, Pancho Garcia e Chino Montillo. Rock nervoso, com uma visceralidade que celebra o escracho nas letras e amparada por um coreto de metais. Pura descarga…

* Clube da Luta All Stars: Projeto que reúne bandas da Ilha e que sacudiu o cenário pop/rock local praticamente dividiu o mesmo berçário da coluna Contracapa, surgindo em 2006 e que nesta edição da festa se reúne através de uma super-banda formada por músicos dos grupos associados à agremiação sonora para executar ao vivo a coletânea do Clube da Luta, que será lançada em outubro.

* Punktum: O produtor e militante da Nova Ordem Tiago Franco virou uma grife na cena cultural de Florianópolis. Suas festas itinerantes e periódicas (Devassa, Rocket, Plastique e Rave Metal) resultam num verdadeiro case de sucesso ao reunir as diversas tribos urbanas sintonizadas com vanguarda pop. Seus projetos serviram de plataforma para o lançamento de artistas sintomáticos, como Bonde do Rolê e o atual movimento electro-rock catarinense. Sob o codinome Punktum, Tiago promove também verdadeiros arrebatamentos nas pick-ups.

* Os Seletores do Caos: Signatários do Conselho Jedi da Contracapa, os jornalistas Dorva Rezende, Marcos Espíncola, Fábio Bianchini, Emerson Tomate Gasperim e Ulysses Dutra se encarregarão também de fazer o clima ferver na pista da Célula.