
Apicultores Clandestinos: criadores do Tobata Music
A primeira noite do Tschumistock trouze muita gente para o sítio da família Tschumi. Hoje dia 15, é feriado nacional, muita gente que trabalha aos sábados, está de folga hoje, e já na sexta esse povo aproveitou para agitar a primeira noite do festival. O companheiro de blogosfera, Marquinhos Espíndola, chegou loco na segunda banda, junto com o staff do Diário Catarinense. O fotógrafo Glayton e o motora, eles já experientes em matéria de Tschumistock.

Rafa Tschumi e Os Costeletas: poder das guitarras e de uma cozinha bem “feita”
A estrada nesse ano estava boa. Apesar das chuvas da última semana, os últimos dois dias foram de sol no Alto Vale, porém na sexta de tarde deu uma chuvinha na cidade, o suficiente para molhar a grama e fazer aquele estrago ( que o diga o meu tênis). As assessoras de imprensa do festival, Maíra e Lenne, da Adove, nos recepcionaram muito bem e já disponibilizaram um quartinho numa casa que também é o bar - estratégicamente bem colocada - para deixar nossas coisas e tentar postar alguma coisa pela web. Bom, sinal da web até há, o problema foi o rabetinho de net da Tim que não ajudou nesta noite, tanto que estou postando agora aqui da casa do meu irmão.

Six Six The Clown: músicas novas de uma banda novas com músicos experientes
O primeiro show que estava rolando quando eu cheguei, era da banda VIII Pecado. Os rapazes me pareceram até músicos experientes da night rock do Alto Vale, mas a escolha da maioria do repertório galgado no cover, tirou o brilho nas músicas próprias. A banda parecia estar fazendo um show para chamar o público para a segunda apresentação, dos também locais da banda Sonbook. O pessoal da VIII Pecado se esforçava para atrair o público, mas a escolha do repertório não foi muito feliz.

Público prestigiou primeiro dia do Tschumistock
A Sonbook é uma nova banda de Rio do Sul, com músicos novos, mas com uma pegada muito boa. Mais uma vez a escolha foi de um repertório de cover, que praticamente dominou o primeiro dia. Com covers de Strokes, Artic, Weezer e outras bandas um pouco mais da atualidade, a Sonbook fez um show preciso e objetivo. Agradou a quem queria ouvir cover, praticamente. O mesmo valeu para a banda seguinte. Os Impossíveis são bons de palco, bons músicos, mas falta uma pegada e um feeling maior do vocalista. Os covers foram um pouco mais acertados, já que verdou para rock and roll puro, quase chegando no hard rock. Até “Born to be wild” foi executada, para o delírio dos mais metaleiros e motoqueiros, já que essa música é clássica de encontro de motoqueiros.

Apicultores: saquinhos de mel eram jogados na platéia durante o show
A coisa começou a ficar bem mais interessante com a subida ao palco da Six Six The Clown. Foi uma banda que praticamente tocou músicas próprias e despertou interesse maior do público mais atento a novos sons. Formada por músicos já experientes em Rio do Sul, como Guiulle e Ramon, grandes compositores do rock riosulense, a Six Six The Clown fez um dos melhores shows da noite. Mais inspirado ainda estava o próprio Ramon, que conduziu com maestria o quarteto em sua pegada própria.

Neguinho não tava com vontade de desplugar a guita
Numa mudança da grade de programação, a banda Apicultores Clandestinos fez a seqüência do festival. Um show impecável e cômico, os guris se apresentam dentro de roupas reais de apicultores. A cena dos quatro no palco lembra muito bandas como Man Or Astroman, Devo, Kraftwerk e outras que se influênciaram com elas, como os catarinas de Los Chick Magnets. Na minha visão foi o melhor show da noite. O som dos Apicultores é uma mistura de Sonic Youth, Noise e Surf Music, mas como em Rio do Sul não há sinal de mar, vamos dizer que o ingrediente pode ser creditado como TOBATA MUSIC, já que os famosos tobatas, ou microtratores, são populares no Alto Vale catarinense e nada melhor do que homenagear esse veículo para descrever o som dos Apicultores Clandestinos. Na cartela de covers da apresentação, a música “Nada” do Los Pirata, o restante todas composições da própria banda, algumas possíveis de encontrar no Trama Virtual da banda.

Jorge: apresentador segura a onda enquanto a galera muda tudo
Para deleite dos fãs de metal, a Sodamned também priorizou músicas próprias, claro que todas metais extremamente pesados e bombásticos. Infelizmente não consegui acompanhar todo o show dos headbangers, mas de londe deu para perceber que a galera do metal delirava.
O Costeletas fez uma apresentação histórica, de tão boa. Rafael Tschumi, vocalista/guitarrista, como muitos sabem, é o responsável pelo Tschumistock. Acho que em tanto tempo organizando, o cara fez a sua própria banda para ser rockstar. Conseguiu. O Costeletas está com um show vibrante, alegre, energia pura. Guitarras afiadas e cozinha que deixa qualquer um com a barriga roncando. Na primeira parte do set, todas composições próprias, destacando a influência do rock mod, a lá The Who e uma mistura de Jovem Guarda com Rock Gaúcho, essa mistura produziu uma bela paulada. Na segunda parte do set o Costeletas, já com a platéia ganha, finalizou o show com uma versão porrada de “Helter Skelter”, dos Beatles.

Festival de todas as tribos
Pelo adiantado do horário não consegui ver o show da Full Gas. Estava e estou muito cansado, agora o lance mesmo é esperar o segundo dia do festival, que tem uma penca de bandas na espera. Com algumas mudanças na programação, a Cummings de Brusque abre o festival neste sábado, pois domingo os guris tocam na festa da Rádio Diplomata.
Como anunciado neste post, o primeiro dia foi da seleção da “prata da casa”. Numa ordem de pódiu, eu ficaria na minha preferência, com Apicultores Clandestinos na primeira colocação (incrível o show); Six Six THe Clowns e Costeletas.

Máira e Lenne: assessoras queridas que tratam bem os jornalistas, eita...
Não perca Mundo47, neste sábado, direto do Sítio do Tschumi.

Vai um café ai?

Cozinha: hora de rangar é ali mesmo.