O Marquinhos Espíndola, em seu blog, desvenda o que realmente aconteceu no sábado, 19, na ocasião que os “puliça” da capital fecharam a Célula Cultural do colega jornaleiro Gastão Moreira e seus sócios. Lendo o lero do Marquinho, vejo mesmo que abrir uma zona é o ideal. Uma opção que se você tiver preju, pode comer todo o estoque…
Sobre o problema Polícia versus Rock, na capital manezinha, tenho opinião formada. É de todo direito que os órgãos competentes, exijam a papelada pedida para você abrir um bar. Isolamento acústico, licença de bombeiro, licença disso, daquilo, enfim, montar um bar não é simplesmente escolher um lugar e abrir, porém, vejo que as autoridades competentes erram muito na capital, ao retardar sempre as autorizações. No caso da Célula, existia um protocolo de pedido, até hoje não dado pela Polícia. Porque não agilizar isso gente? O rock traz divisas aos municípíos. Exemplo: Grande parte do público que veio no Mundo47 Festival, no último domingo, veio de fora de Balneário Camboriú. Alguns vieram de van, outros porém, vieram de suas cidades e se hospedaram na cidade, seja em hotéis ou aptos particulares. Não importa. Vieram e consumiram na cidade. Sairam para jantar, beber com os amigos, turismo. O rock traz turismo, não da para negar.
Agora, vejam a imagem que Florianópolis está tendo para o resto do país, no quesito shows. A pior possível, onde a truculência ou arrogancia policial, deixou menos um espaço para música. O detalhe na matéria do Marquinhos, que a polícia só resolveu agir, interditar, porque se tratava de um “show nacional” - odeio essa expressão - pois se fosse um show local, estariam ainda empurrando com a barriga. Creio eu, que os administradores da Célula são pessoas que realmente querem movimentar a cena e querem estar com tudo nos conformes, basta a polícia ajudar nisso.