Franck e Andreza: o começo do Underground na Lagoa era como Trópicos Bar
Histórias sobre um dos lugares mais importantes do rock catarinense, que se não do Brasil (to falando de algo mais underground), o Underground Rock Bar, estão sendo contadas aos poucos pelo guitarrista da Pornô de Bolso, o bom e velho Domingos Longo. E eu acho que não há ninguém melhor para contar histórias do Trópicos, na Lagoa da Conceição, que logo depois se tornou o Underground Rock Bar, fechado pela patrulha babaca moral da capital catarinense e por um delegado que nem merece o nome ser citado aqui.
Domingos foi frequentador e artista que sempre esteve no Underground. Foi lá que o conheci, por sinal. Minha história com o bar não é gigante como a do Sundays e de outros 48s, mas estive muito presente no bar a partir de 2000. O lugar deixa muitas saudades e algumas publicações, como a de Pablo Ornellas, que fez uma bela análise acadêmica do tema, Underground Rock Bar e toda a sua parte mais antropológica ou sociológica. No livro de Ornellas, me orgulho de ser citado e de ter fotos minhas publicadas.
Um rápido teaser, feito caseiramente mostra duas novas faixas do novo álbum da banda Fly-X, de Guaramirim. A banda estará lançando entre fevereiro e março o seu quarto álbum… eu disse quarto álbum… todas músicas inéditas e originais da banda.
A Fly-X milita no independente catarinense e brasileiro desde o final dos anos 1990, é uma banda respeitada e com trabalhos excelentes. Não começou ontem.
O disco foi quase todo gravado no estúdio da banda, com exceção das baterias, o disco é todo feito em casa. Maravilha!
Depois de um show matador neste ano em Balneário Camboriú, o trio paranaense Nevilton retorna ao Ooby Dooby Rock Café para fazer mais uma noite daquelas, tipo, históricas.
Agora radicados em SP, a banda venceu o prêmio Multishow neste ano, na categoria experimental (o que realmente não é, Nevilton é rock, de muita qualidade)
Discotecagem por conta do Helvético, Cainâ, o Bombinhastico guri da guitarra canhota.
Ingressos: 10 pila
Local: Ooby Dooby, Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú (entre ruas 2000 e 2100)
Thiago Fukahori deixa a DOIS, provavelmente a banda acabe de vez…
Agora a noite uma notícia pelo Facebook da banda DOIS, deixou a música catarinense um pouco mais triste. Indy Müller, vocalista da banda, anunciou a saída de Thiago Fukahori (o Japa), da DOIS. A notícia caiu meio como uma bomba no Facebook e segundo a nota de Indy, no perfil da banda, a amizade com Japa é muito grande, mas que ela entende que cada pessoa tem seu momento, e música, é arte, é para fazer o bem. Triste e um pouco abatida, eu falei com a Indy no chat do Facebook por alguns minutos. Ela estava muito triste, mas deixou a entender que com a saída de Japa da banda, que já era DOIS mesmo, já que dois integrantes que entraram depois da formação da banda, deixaram a DOIS no começo do ano, ficaria difícil continuar com o nome DOIS sozinha. Segundo Indy, é bem provável que a DOIS acabe totalmente, encerando os trabalhos, porém, a moça tira forças para continuar e provavelmente montará um novo projeto com outros músicos. Indy diz que lamenta a saída de Thiago, já que nesta semana haviam ensaiado com um tecladista e um baterista e a vibe estava boa, mas infelizmente, a decisão de Thiago aconteceu e pelo que parece, não volta atrás tão cedo. Nunca diga nunca, diz o velho ditado.
Já o Thiago Japa, onde também conversei no chat do Facebook, disse que não houve brigas ou discussões, apenas que não estava mais com vontade. Para ele, a decisão de sair da banda não foi uma decisão difícil, mas as decisões realmente importantes da vida não são fáceis. Ainda no Facebook, Thiago deixou uma mensagem para os seus amigos, dizendo que os motivos para a saída foram vários, mas basta dizer que ele não estava feliz. “Aliás, a Indy detectou essa infelicidade antes mesmo de eu me dar conta. Não sei explicar ao certo a razão, contudo tenho certeza de que foi o melhor para todos”, disse na rede social.
Logo depois, Thiago revela que teve problemas de saúde, os quais ainda o incomodam, mas que serviram para refletir sobre muitos aspectos da sua vida. ”Parti sem brigas, sem dedo na cara, sem insultos ou coisa do gênero. Seria estranho se tivesse partido assim. Desde 2008 temos cultivado uma amizade de supera os laços de sangue, sempre com carinho e respeito. Somos sinceros entre nós como somos sinceros nas nossas músicas” disse no comunicado.
Segue o resto do que ele postou no Facebook:
“Parti com a voz embargada e um aperto no coração. Sabe quando a gente termina um namoro não por não amar a outra pessoa, mas por que simplesmente não dá mais pra continuar? Foi assim. E é com toda a sinceridade que eu agradeço a admiração que conquistamos dos nossos fãs, o apoio dos nossos amigos e a dedicação de nossas famílias. Agradeço principalmente a minha mãe, que sempre me incentivou a tocar e nunca brigou por eu comprar mil guitarras e encher a casa de instrumentos musicais. Obrigado especial à menina Indara, que tem o talento de transformar palavras em letras , o dom de tocar a alma das pessoas usando apenas um punhado de acordes e que me deixou fazer parte da sua vida” - Thiago Fukahori
Bom, independentemente do que houve, do que aconteceu e o que pode acontecer, a DOIS foi uma das bandas catarinenses que mais cativou públicos em sua curta existência. A poesia, beleza, harmonia, graça, acordes bem bolados e letras com conteúdo, foram marcantes para nós que estamos aqui todos os dias lutando para que as bandas realmente boas sejam conhecidas aos ouvidos do nosso público local e também de nossos leitores de fora de Santa Catarina. A DOIS foi importante sem sombra de dúvida e vai deixar muita saudade.
Para a Indy Müller eu desejo sorte, que continue sua carreira compondo músicas cada vez melhores, mais humanas e que conte nelas, o que acontece na vida de qualquer pessoa. Daremos todo o apoio.
Ao Japa, meu querido, tu também continue seu trabalho. Que você vença seus problemas e desafios e que volte com tudo.
Wilco: cada vez mais experimental e otimista, valeu Jeff!
No final de setembro o Wilco lançou seu oitavo álbum, numa brilhante carreira com sucessivos discos de excelência musical e relativo sucesso. O Wilco é uma banda de country alternativo, não é de massa, mas agrada a qualquer público e principalmente nos EUA e na Europa, é uma banda que quase sempre toca para casas extremamente lotadas. A vidinha pacata de Jeff Tweedy e seus comparsas, quase sempre é regada a belas e interessantes surpresas para o seu séquito de fãs, sempre ávidos por novidades da banda e músicas ainda mais crocantes e deliciosas.
The Whole Love não é diferente. Não é a toa que eu já dou o meu voto para os melhores do ano para este álbum. Desde Sky Blue Sky, Tweedy mantém os melhores músicos que já conseguiu reunir para tocar. Tirando o baixista John Stirrat, que o acompanha desde o início, a banda nos dias atuais soa cada vez melhor, mais experimental do que nunca e The Whole Love é sim um disco intimista, saltando fora do passado de Tweedy como letrista, onde as músicas soavam mais deprês e por fim, existencialista.
Nels Cline continua abusando dos efeitos e riffs absurdamente moldados para cada canção escrita por Jeff. Depois de Yankee Foxtrot Hotel, a banda penou alguns álbuns para manter aquela velha forma de 2002, porém, como eu sempre fui admirador de cada trabalho do Wilco, os álbums que sucederam YFH, foram complementares ao meu ver. Whole Love é novamente uma boa guinada na carreira da banda, que a título mundial, merece mais destaque, mas para os puristas, o Wilco está bem aonde está, não precisa de mais. Eu também acho, uma pena mais uma vez, uma banda tão boa ficar apenas ao gosto dos olhares musicais mais aguçados. The Whole Love é o álbum preferido que faltava em nossas estantes, agora ele está aqui, belo e formoso, para entrar de vez para a galeria. Valeu Jeff.
Novidades além mar… ou melhor, na terra da Rainha.
Fabio Couto e Anelise Kunz, brasileiros, ele de minas, mas que estava radicado em SC e ela de Gaspar, se juntam ao britânico Gabriel Ralls para lançar um novo projeto. “Plastique”.
Bom, o Fábio Couto é meu querido amigo e parceiro da época que tínhamos a The Colors. Se não fosse o Fábio eu jamais teria tocado numa banda de música autoral e me apaixonado tanto por este tipo de som, que ele produzia, a gente era quente, eu adorava e confesso que ele lá, sinto saudades daquela época.
Mas os tempos são outros, a The Colors acabou em 2009, quando Fábio e Ane se casaram no Brasil e se mudaram para a Inglaterra. Lá Fábio trabalha num conceituado escritório de design, mas nem por isso ficou longe de fazer seus trabalhos. Melhor ainda é fazer com a patroa, a Ane é uma excelente atriz e cantora, agora dá provas na primeira música disponibilizada na Internet nesta semana “A Paper Cut From a Paper Kiss”, disponibilizada no Soundcloud.
O som é moderno e empolgante, uma pequena amostra do álbum que provavelmente será disponibilizado em novembro.
Banda carioca se apresenta no Ooby Dooby com abertura da banda LISS de Rio do Sul
Nesta sexta-feira, 26, a banda carioca Autoramas fará uma apresentação no Ooby Dooby Rock Café de Balneário Camboriú. O evento é organizado pelo site de música Mundo47 em parceria com o Ooby Dooby e terá na abertura a banda catarinense LISS, de Rio do Sul. Os shows começam às 23 horas e os ingressos custam R$ 20,00.
A última vez que a banda Autoramas esteve em Balneário Camboriú foi em 2008, numa outra promoção do site Mundo47. O show desta sexta comemora o aniversário de 4 anos do site, que abre espaço para o rock independente de Santa Catarina e do Brasil. O editor do site, o jornalista Rafael Weiss, explica que o momento de música autoral em Santa Catarina e no Brasil é bom. “As bandas novas estão produzindo um bom material e a internet é o grande canal de comunicação para a propagação destas bandas”, explica.
O Autoramas começou em 1997, quando o guitarrista Gabriel Thomaz se juntou ao baterista Bacalhau (ex-Planet Hemp) e a baixista Simone, fazendo um som batizado de “Rock para Dançar”, misturando surf music dos anos 60, New Wavre dos anos 80 com influências da Jovem Guarda e a energia do punk rock. Hoje com a baixista Flávia Curi na banda, o Autoramas conquista um espaço importante no cenário do rock independente nacional e também internacional, com turnês de sucesso na América Latina e Europa.
No final de 2009 o trio carioca lançou o CD/DVD - MTV Apresenta Autoramas - Desplugado, onde o grupo apresentou seus maiores sucessos na versão acústica. Músicas como “Você Sabe”, “Fale Mal de Mim”, “Hotel Cervantes” e “A 300km/h”, ganharam uma roupagem nova, mas não deixando a energia de lado. Ao longo dos anos, a banda foi uma atração à parte na premiação do Vídeo Music Brasil, da MTV, vencendo a premiação em diversas categorias.
Em 2011 a banda continuou seus giros pela América do Sul e Europa, mas também foi um ano em que entrou em estúdio para a gravação de mais um álbum. O presente para os catarinenses foi a entrada da música “Sem Privilégios”, da banda LISS, de Rio do Sul. O quarteto foi convidado pelo site para participar da festa do dia 26 e fará a abertura do show da banda Autoramas. A LISS vem participando do cenário independente desde 2006, com destaque para a participação no festival Claro que é Rock, abrindo para a banda britânica Placebo, em Florianópolis.
SERVIÇO:
SHOW AUTORAMAS (RJ) + LISS (Rio do Sul)
LOCAL: Ooby Dooby Rock Café -
Balneário Camboriú - Avenida Atlântica, 2554 - Loja 7 (entre as ruas 2000 e 2100)
HORÁRIO: 23h00
INGRESSOS: R$ 20,00
AUTORAMAS (Rio de Janeiro)
http://autoramas.uol.com.br/
LISS (Rio do Sul)
http://www.myspace.com/lisscombr
E os Parachamas retornam ao seu estado natal para show no sábado, lá no Espaço Oca de Jaraguá do Sul. A festa Indie Now, organizado pelos brodis da Região Rock, trazem também Helvéticos, Cafeinol, Torneiras e Serotonina. Nas carrapetas do demonho, DJ Sérgio Paralelo.
Ingressos R$ 12 pros piás e as guria, até às 0h00 não pagam, depois elas ganham uma multa de R$5 pila.
O powertrio catarinense de Bombinhas, litoral central de Santa Catarina, lançou a música “A Solução” no seu Myspace na última semana.
Helvéticos desponta como uma das bandas novas com grande destaque em Santa Catarina. Primeiro por seus shows explosivos, segundo por botar músicas como “A Solução” na internet para a galera baixar. Com clara influência do rock gaúcho e das bandas 60´s da MPB (Música Popular Britânica) e das bandas MODistas brasileiras, a Helvéticos realizou um belo trabalho na gravação de “A Solução”.
Não tem crédito o filme, tá na conta de YouTube da Motel Overdose, mas eu vi o senhor Gustavo Cachorro manuseando um belo equipo de filmagem, então é dele.
Dá um confere ai no trabalho do Dog e no som da Motel.
Ooby Dooby e Mundo47 apresentam: NEVILTON (PR) E HELVÉTICOS, nesta quinta-feira, 16, no Ooby Dooby Rock Café, 23h com ingressos a R$ 12 pila!
Nevilton…
Nevilton de Alencar é um daqueles caras bacanas do róque do Paraná, que se juntou aos bródis Tiago Lobão e Eder Chapolla para formar uma dos powertrios mais comentados na cena róque independente do Brasil. Há pouco tempo os paranaenses se mudaram para São Paulo, onde no meio da fumaça e da garoa, começam a ganhar um importante espaço ao sol da cena. A música da banda com fortes influências de Beatles, Pixies, Cake, Los Hermanos, Hellacopsters, Pavement e outras coisas boas, estão desde 2007 na estrada e chegam em Balneário Camboriú para um show ao lado dos locais, porém não tão menos importantes, Helvéticos, outro powertrio com influências sessentistas e muita energia.
A sétima edição do Ilhota Rock Festival, um dia de rock and roll e muitas calcinhas, acontece na cidade de Ilhota, há poucos kms de Balneário Camboriú, Itajaí e Blumenau, no próximo dia 17 de junho.
A gurizada que organiza o evento, espera trazer diversas atrações do rock independente de SC.
Só ficar antenado no Twitter @ilhotarock e ver quem já está sendo confirmado para os shows. Motel Overdose, Marujo Cogumelo, Helvéticos e outros já estão confirmando suas participações.
Se você tem banda, música autoral, só entrar em contato com os rapazi no Twitter.
Nesta sexta é a SUA vez de soltar o gogó no Ooby Dooby de Balneário Camboriú. Os proprietários trouxeram aquela idéia do Bar Secreto de São Paulo, onde uma banda toca e você, frequentador, canta.
A Musical Journey será a sua banda de apoio, portanto, nesta sexta-feira, 20, solte o vocalista que há em você e venha cantar rock and roll no Ooby Dooby na Avenida Atlântica, embaixo do Ed. Imperatriz.
Os paranaenses da Rosie and Me chegam agora em maio para três apresentações aqui em Santa Catarina. Os 48 e 47s verão a banda em três datas e a parada já começa nesta sexta-feira, 13, em Florianópolis no SESC, na Prainha, às 20:00. No dia seguinte é a vez de Joinville, no novíssimo bar Píxel, novo ponto de encontro para os indies na cidade, num show no sábado. No dia 29 de maio, a Rosie and Me volta ao estado, desta vez para um show no Ahoy, em Blumenau, acompanhados da banda DOIS, lá de Floripa, da queridíssima Indy Müller e de seu fiel escudeiro Japa.
A banda Rosie and Me é uma das gratas novidades que de vez em quando pintam em Curitiba. Ainda bem. O som remetido ao neo folk, é puro, belo e melódico. O EP Bird and Whale, lançado no ano passado, é uma das gratas surpresas do indie nacional. Vale muito a pena se dedicar e ir ver um showzinho do trio.
Ah! antes de finalizar, a Rosie and Me toca DI GRÁTIS! no SESC em Floripa, não paga, mas chegue cedo.
Bom, o The Go!Team é daquelas bandas pop indie famosinhas há algum tempo, mas que andava meio sumidinha da cena. O novo álbum, lançado em janeiro, é uma belezinha só.
Os Teams agregaram em seu novo disco, Rolling Blackouts, muita coisa que na primeira audição me lembrou Phil Spector e sua wall of sound. De fato, as faixas gravadas pela banda britância ficaram com uma baita parede sonora, numa mistura de indie com Motown e gritos de guerra de animadoras de torcida.
É impossível não mexer os braços e pernas com Rolling Blackouts que contou com participações especial. Dominique Young Unique, rapper, Beth Cosentino, do Best Coast e Satomi Matsuzaki, do Deerhoof.